Curitiba - (Folhapress) - O motorista do caminhão que matou sete pessoas num acidente na BR-376, próximo à divisa do Paraná com Santa Catarina, foi liberado na manhã de ontem após pagar fiança.
Paulo Roberto de Oliveira Santos, de 39 anos, vai reponder por homicídio culposo (sem a intenção de matar). Na quinta-feira, ele dirigia um caminhão carregado com telhas, em direção ao Rio Grande do Sul, quando perdeu o controle do veículo e atropelou sete carros.
Dois deles pegaram fogo - e três vítimas morreram carbonizadas. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Paranaguá (Litoral) e só poderão ser identificados por meio de exames de DNA, tamanha a intensidade do incêndio.
Os outros quatro mortos estavam num carro que foi reduzido a pedaços depois do impacto. Eles eram Joel da Silva, de 35 anos, Paulo Sérgio Nehues, 41, Rodrigo Antunes de Jesus, 29, e Urubatam Barbosa Maia Vasconcelos, 70.
Segundo o IML, todos moravam em Itajaí (SC). Seus corpos foram encaminhados ao IML de Curitiba e reconhecidos pelas famílias ontem pela manhã. Além das sete vítimas fatais, outras sete pessoas ficaram feridas. Apenas uma, no entanto, permanecia internada na tarde de ontem, com suspeita de fratura na coluna cervical.
Santos, que disse ter faltado freio no caminhão, foi autuado em flagrante e passou a noite preso. Ele foi solto depois que o patrão, que era dono do caminhão, pagou a fiança de R$ 3 mil.
O delegado que investiga o acidente, Lucio Lugli, disse que o motorista teve de ser medicado para prestar depoimento, devido a seu estado mental, e que estava ''muito abalado'' com o ocorrido.
Uma perícia vai indicar se o caminhão que provocou o acidente teve ou não problemas mecânicos. Ontem, o inspetor da polícia rodoviária Márcio Nascimento afirmou que os discos do tacógrafo do veículo estavam vencidos.

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