Moto do casal que morreu no acidente ficou destruída
Moto do casal que morreu no acidente ficou destruída | Foto: Marcos Zanutto/10-9-2018



O motorista que se envolveu no acidente que levou à morte de um casal na BR-369, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), no último sábado (8), prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (11). A defesa de Renan Irmer, 25, informou que ele negou ter participado de uma suposta disputa de racha e disse que, embora estivesse em uma festa, ele não havia ingerido bebida alcoólica. O rapaz, no entanto, estaria com a carteira vencida.

Gregory Hyus de Oliveira, 25, e Daniela Aparecida Rodrigues Morais, 23, estavam parados no semáforo do bairro Bratislava, com uma Honda Biz, quando foram atingidos por um Peugeot 206, conduzido por Irmer. O casal morreu na hora. Testemunhas relataram à PRF (Polícia Rodoviária Federal) que o motorista disputava um racha com um Prisma e que, após o acidente, teria fugido do local com o motorista do outro veículo.

Irmer se apresentou à Polícia Civil e foi liberado em seguida, já que não havia mandado de prisão em aberto, uma vez que ele aceitou colaborar com as investigações. O advogado de Irmer, Mauro Valdevino da Silva, afirmou que o jovem não prestou socorro ao casal porque "não tinha condições", já que "se machucou bastante". Segundo Silva, um amigo do jovem o levou ao Hospital São Rafael, em Rolândia, mas depois "achou por bem conduzi-lo até os pais".

"Ele bateu fortemente a cabeça contra o para-brisa e cortou a mão. No momento sangrou bastante. Segundo eles [os amigos] informaram, Irmer ficou perambulando pelo local falando coisas desconexas e eles acharam melhor ele não ficar por ali", contou o advogado.

Outra amiga do jovem ficou no local do acidente, acompanhada de outro rapaz que daria informações à Polícia Civil, conforme Silva. O advogado contou à reportagem que os amigos têm "um acordo" de que, quando saem para festa, um não faz uso de bebida alcoólica, e que era a vez de Irmer ser o motorista.

Quanto ao excesso de velocidade, Silva disse que a perícia verificará, mas descarta um suposto racha. "Chegando próximo ao semáforo ele verificou que estava fechado e diminuiu a marcha, mas ao ver que iria abrir, trocou a pista da direita para e esquerda e se deparou com algo que não soube dizer o que era no momento", contou.

O delegado que conduz o caso, Vitor Dutra, disse que foi possível identificar o motorista porque foram até a casa do proprietário do Peugeot, o pai de Irmer. "O interrogatório foi importante para identificar outras pessoas do veículo. Vamos ouvir todas durante a semana para ter a visão delas", declarou.

Dutra disse que não é possível afirmar se o jovem avançou o sinal vermelho e que aguarda o laudo pericial. "Há algumas contradições. Ele nega o excesso de velocidade, mas tanto pelas imagens quanto pela extensão dos danos aos veículos, a versão dele não pode ser comprovada", afirmou.

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