A combinação álcool-volante fez mais uma vítima em Curitiba. O engenheiro químico Álvaro César Crivellaro, de 27 anos, que estava embriagado e conduzia um Corsa, atropelou e matou às sete horas de ontem o motorista de ônibus Reinaldo da Silva, de 41 anos. Reinaldo estava na calçada, na esquina das ruas Anete Macedo com Corrêa Coelho, no Jardim Botânico, em frente à garagem da Viação Garcia, empresa na qual trabalhava. Ele falava de um orelhão com sua esposa em Maringá quando foi atingido pelo veículo.
O condutor do Corsa foi preso por policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e encaminhado à Delegacia de Acidentes de Trânsito (DAT). Na delegacia, Álvaro César Crivellaro alegou que um carro cortou a sua frente. O Corsa subiu na calçada e bateu no orelhão onde Reinaldo estava. Depois de ser interrogado, Álvaro foi liberado. ‘‘O fato de prestar socorro à vítima inibiu o flagrante, mas isso não exclui a sua responsabilidade no acidente’’, justificou o delegado-adjunto da DAT, Artem Dach.
Álvaro falou as policiais que bebeu durante a madrugada numa festa perto de casa. Disse que foi dormir por volta das 2h30 e acordou às 5 horas para fazer compras. O acidente aconteceu às 7 horas quando o engenheiro químico alegou a polícia que retornava para casa. A versão dada por Álvaro, de que um carro cortou a sua preferencial, é questionado pelo delegado. ‘‘O carro não foi identificado, não houve testemunhas e o mais provável é de que ele tenha perdido o controle do automóvel e subido a calçada’’, disse Artem Dach. O delegado confirmou que o engenheiro químico estava ‘‘sob influência alcóolica’’.
Várzea Paulista Antônio Domingos Santos, de 34 anos, teve 20% de seu corpo queimado com gasolina, anteontem à noite, em frente ao Supermercado Alvorada, no bairro Gaurani, em Várzea Paulista, interior de São Paulo. O rapaz, surdo-mudo, está internado em estado grave no Hospital e Maternidade de Jundiaí. O crime teria ocorrido por volta das 22 horas.
De acordo com a enfermeira Lúcia Conceição, Antônio, ‘‘que está bastante nervoso’’, disse por meio de gestos ter sido agredido sem qualquer motivo. Em seguida, teriam jogado gasolina e ateado fogo. Parentes do rapaz disseram não entender o ato de selvageria.
A enfermeira contou que a vítima sofreu queimaduras de 2º e 3º graus nos braços, membro superior e tórax. A Polícia de Várzea Paulista deveria iniciar as investigações no período da tarde de ontem.

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