Londrina - O motorista de ônibus Carlos Alves dos Santos, de 36 anos, foi assassinado ontem com uma facada nas costas no Terminal do Jardim Acapulco (zona sul de Londrina). O principal suspeito é o colega de trabalho Nelson Weretycki, de 34 anos, que foi preso em flagrante a poucos metros do local. A arma utilizada foi apreendida. A motivação seria passional.
"Não oficialmente, Nelson comentou que teria lido no celular da esposa que Carlos estaria paquerando ela por meio de mensagens. Nelson disse ainda que foi até o terminal tirar satisfações com Carlos, mas que não tinha a intenção de matá-lo e que o crime só aconteceu após se desentenderem", informou o delegado do 6º Distrito Policial, Acácio Azevedo, que autuou o suspeito pelo crime de homicídio. "Com o agravante de que Nelson, por ter usado a faca, dificultou a defesa da vítima. Ele foi preso em flagrante e a arma irá passar por uma perícia."
O motorista de ônibus Devanir da Silva conhecia a vítima e o suspeito. "Eles jogavam futebol juntos, participavam de festas. Pelo que sei, eles nunca tinham brigado", relatou Silva. "Carlos trabalhava havia alguns anos na empresa, mas o outro entrou há alguns meses."
Uma cobradora, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que Carlos foi surpreendido pelo suspeito quando estava de costas. "Ele tomou a facada e caiu sobre o alambrado. Logo depois entrou sangrando e sentou numa das cadeiras", relembra a cobradora, ressaltando que o suspeito fugiu correndo pela PR-445.
Em seguida, os socorristas do Siate foram comunicados. O quartel do Corpo de Bombeiros fica a 50 metros do Terminal e o atendimento foi rápido. "Quando chegamos, a vítima estava respirando. A colocamos dentro da nossa ambulância e o médico do Samu foi chamado. Acredito que a faca atingiu algum órgão da vítima, como o pulmão, e ela teve uma parada cardíaca, morrendo no local", detalhou o sargento Paulo Machado.
A assessoria de comunicação da Londrisul, onde os dois motoristas trabalhavam, informou que lamenta o ocorrido, pretende colaborar com as investigações da Polícia e que desconhecia qualquer problema entre os envolvidos.

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