Motorista do ônibus afirma que não teve culpa
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segunda-feira, 13 de setembro de 1999
Por Antonio José do Carmo 
Marília, SP, 14 (AE) - O motorista do ônibus envolvido no acidente com nove mortos e 32 feridos, em Rinópolis (SP), Antônio Donizete Peixoto, de 22 anos, disse a seu tio, José Peixoto, que não teve culpa."O caminhão veio para cima da gente
tentei desviar mas não consegui", afirmou logo após o acidente. Ele teve várias fraturas e está internado na Santa Casa de Tupã, a 40 quilômetros do local do acidente.
O motorista da carreta que teria invadido a pista, Glauber Vilmes, de 29 anos, deChopinzinho, no Paraná, está internado em estado grave no hospital de Tupã. Também ficaram feridos sua mulher Patrícia e o filho Palber, de 3 anos.
Os trabalhadores rurais disseram que o Scânia, carregado com garrafas vazias de cerveja, invadiu a pista. Atingido na lateral esquerda, o ônibus adaptado para viagens urbanas foi prensado por dois outros caminhões, um carregado com óleo diesel
o outro, vazio. Metade do ônibus foi destruído, os bancos retorcidos e os passageiros jogados para fora do veículo.
O barulho da colisão, às 5h40, a 400 metros do trevo rodoviário, acordou a cidade de 10 mil habitantes. Centenas de pessoas foram para o local. Uma delas foi José Peixoto , que encontrou o sobrinho Antônio Donizete Peixoto gritando por socorro, preso entre as ferragens do ônibus.
A tia de Vilmes, Maria José Leal, de Presidente Epitácio
chegou ao local duas horas depois do acidente e contou que o sobrinho é o dono do caminhão e trabalha como autônomo.


