Motorista cochila, bate em árvore e provoca morte de namorada
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segunda-feira, 06 de julho de 2020
Rafael Machado - Grupo Folha 
O juiz João Marcos Anacleto Rosa, que estava de plantão neste final de semana, decretou a prisão preventiva do agricultor Eduardo Borges da Cunha, que, supostamente embriagado, bateu em uma árvore na avenida Higienópolis, perto do Iate Clube, no início da manhã deste domingo (5). O acidente culminou na morte de Lucineide Aparecida Pires dos Santos, 39 anos, que seria a namorada do motorista.

A Polícia Militar de Trânsito descobriu que o Uno cinza conduzido por Cunha, na realidade, não pertence a ele. Mesmo sangrando pelo nariz por ter sido lançado contra o vidro dianteiro, os agentes também confirmaram que o homem não possui carteira de habilitação. Por causa do ferimento, os agentes informaram que não realizaram o teste do etilômetro, mas escreveram no BO que ele "estava com sinais visíveis de embriaguez".
Lucineide trafegava no banco do passageiro. No boletim de ocorrência, consta que os socorristas do Siate e Samu tentaram reanimá-la com massagens cardíacas, mas a vítima já tinha morrido. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Cunha foi levado até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim do Sol, onde foi medicado e encaminhado à delegacia.
Ainda com marcas de sangue pela roupa, o acusado disse ao delegado Jayme José de Souza Filho, plantonista no último domingo, que saiu com a namorada do distrito de São Luiz, na região rural, e iria até o jardim Bandeirantes. "Bebi umas três cervejas em uma conveniência que tem lá (em São Luiz). A Lucineide também bebeu. Só lembro que descia a Higienópolis, passei o sinal verde, cochilei e acordei batendo na árvore", contou.
Cunha assegurou que não usou droga ou tomou remédios. Reconheceu que não tem CNH e que o verdadeiro proprietário sequer sabia que ele havia pegado o veículo. "Uso para o trabalho", explicou. O rapaz foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e também por dirigir embriagado.
O delegado determinou que investigadores do 4º Distrito Policial busquem imagens de câmeras de segurança do local onde Cunha teria bebido com Lucineide. Os familiares dela devem ser convocados nos próximos dias para prestar depoimento no inquérito policial.


