Motorista acusado de ser funcionário fantasma da Anhembi nega ter sido indicado por vereadora Pr
São Paulo, 12 (AE) - O motorista Josué Libório Pereira, acusado de ser funcionário fantasma na Anhembi Turismo e Eventos
prestou depoimento hoje e negou ter sido indicado para trabalhar na empresa pela vereadora Maeli Vergniano (sem partido). O delegado Itagiba Antonio Vieira Franco, que participa da investigação de irregularidades nas administrações regionais, disse que o depoimento não o convenceu. "A impressão que tive foi que ele tentou acorbertar a Maeli", comentou o delegado.
Pereira foi o único dos três funcionários suspeitos de terem sido indicados por Maeli para atuar na Anhembi que não admitiu a indicação da vereadora. Em seus depoimentos, Marcos Maciel e Miriam Correia Melo, também ouvidos pela polícia, confirmaram a denúncia. Pereira disse ter saído do gabinete, onde trabalhava como motorista e auxiliar, ganhando R$ 1,4 mil para receber R$ 1,2 mil, alegando ter sido motivado "por questões pessoais e buscando a segurança de ter carteira profissional assinada".
Ele disse que, apesar de contratado desde março como auxiliar-técnico da vice-presidência, não chegou a receber salário da empresa. Mesmo sem formação profissional especializada, ele afirmou ter sido admitido na Anhembi poucos dias após sua iniciativa de procurar emprego na empresa. Segundo o delegado, Pereira não soube dizer quem eram seus chefes. Quando jornalistas perguntaram a ele qual função desempenhava na Anhembi, limitou-se a dizer que "não sabia" qual era seu cargo lá. Em seu depoimento, ele negou ter sido pressionado por Maeli para que não citasse seu nome. Fantasmas - O delegado de polícia Itagiba Franco pretende ouvir, ainda nos próximos 30 dias, cerca de 250 pessoas, ligadas a denúncias de ocupação de cargos fantasmas. "Só depois disso vou estudar os indiciamentos, caso a caso", adiantou. Para tornar o trabalho mais eficiente, ele pretende solicitar o auxílio de mais funcionários, para que possam ser convocadas dez pessoas por dia, em média, para depor.
Com o objetivo de facilitar a tarefa, o delegado separou os nomes das pessoas que pretende ouvir por diretorias da Anhembi. "Hoje é possível ouvir cada um em 30 ou no máximo 45 minutos porque já sabemos quais são as informações fundamentais", disse. "Dependendo dos dados que obtiver, talvez eu desmembre o inquérito", comentou.





