Belo Horizonte, 07 (AE) - É grave o estado da saúde vendedor José Alves Sobrinho, de 36 anos, vítima de um acidente, ontem de manhã, em Uberlândia (MG), provocado pelo vocalista e líder do grupo de pagode Só Pra Contrariar, Alexandre Pires, de 24. O vendedor permanece internado no Hospital de Clínicas de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo bolteim médico divulgado por volta das 16h30, Sobrinho, que teve traumatismo craniano e fraturas gereralizadas, permanece em coma e respira com a ajuda de aparelhos.
O cantor foi internado em estado de choque em uma clínica da cidade logo após o acidente e ainda não falou com a imprensa. O acidente aconteceu na manhã de domingo, quando Alexandre Pires dirigia seu jeep Cherokee branco por uma avenida de acesso ao aerporto de Uberlândia. Em uma curva, o cantor, que dirigia o carro em alta velocidade, bateu na traseira da moto pilotada por Sobrinho. O motociclista, que trafegava na mão certa, sofreu graves ferimentos.
O vocalista está sendo acusado de fugir sem prestar socorro à vítima. Seu irmão, Fernando, que o acompanhava no carro, porém, ficou no local e acionou uma unidade de socorro do Corpo de Bombeiros. "Estamos prestando todo tipo de ajuda à vítima e à sua família", disse. O rapaz negou informações de testemunhas, segundo as quais o cantor teria passado a noite em uma boate e estaria dirigindo embriagado.
"Ele passou mal depois da batida, entrou em choque, desmaiou e tivemos de levá-lo para uma clínica, onde tomou sedativos", explicou, lembrando que foi a primeiro acidente no qual o cantor se envolveu. A assessora do pagodeiro, Diane Morais, informou que Alexandre deixou a clínica na qual estava internado hoje mesmo, mas, seguindo orientação médica, cancelou entrevista que daria à tarde, para falar sobre o caso. "Ele está na casa de um amigo", limitou-se a dizer a assessora.
O delegado Marco Antônio Noronha, encarregado do caso, afirmou que espera a definição do estado clínico da vítima para saber em que crime poderá enquadrar Alexandre Pires. O cantor pode responder por lesões corporais graves ou caso o vendedor venha a morrer, homicídio doloso ou culposo. O irmão do vendedor
Arnaldo Alves Assunção, informou que, por enquanto, ninguém pensa em processar o cantor. "No momento, só nos interessa a recuperação do meu irmão", disse.