Motoboy vai a júri popular em SP
O motoboy Francisco de Assis Pereira, de 31 anos, acusado de ser o maníaco que matou nove mulheres no Parque do Estado, em São Paulo, é semi-imputável e vai a julgamento pelo Tribunal do Júri. O motoboy não é doente mental e, portanto, deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri como qualquer cidadão que cometeu um crime, disse o juiz Rui Borges Pereira, do 1º Tribunal do Júri de vila Mariana, após receber na tarde de ontem o laudo dos exames de sanidade mental realizada por uma equipe de três psiquiatras nomeados pela Justiça.
No dia 18 de setembro, o promotor Edilson Mougenot Bonfim requereu a impugnação da junta médica que estava realizando os exames em Assis Pereira. Ele tomou a decisão após conversar com José Ismael Pedrosa, diretor da Casa de Tratamento e Custódia, prisão em que o motoboy ficou preso inicialmente.
Pedrosa revelou que uma psiquiatra contratada pela advogado Maria Elisa Munhol, que defende o motoboy, estava acompanhando o trabalho dos peritos, o que invalidaria o laudo. O juiz Borges Pereira aceitou a impugnação e nomeou outros peritos.
De acordo com o novo laudo, o motoboy apresenta um ligeiro desvio de personalidade que não compromete a sua capacidade de entendimento do fato criminosos, afirmou o juiz Borges Pereira.
Caso o laudo concluisse que Assis Pereira é inimputável (não poderia responder por seus atos), o juiz seria obrigado a inocentá-lo dos crimes e interná-lo para tratamento no manicômio. Como para desvio de personalidade não há cura e nenhum tratamento traria resultados, ele será julgado, concluiu o juiz.Arquivo FolhaAssassinato no ParqueFrancisco de Assis Pereira, que matou nove mulheres, foi considerado semi-imputável e será julgadoAgência Estado





