Francisco de Assis Pereira, que confessou ter matado nove mulheres no parque do Estado e está preso na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté (a 134 km a noroeste de SP), deve ficar 30 dias sem visitas nem banho de sol. Segundo funcionários, guardas e parentes de presos que estiveram anteontem na Casa de Custódia, esse procedimento é comum a todos os presos que chegam à casa de tratamento. É chamado de ‘‘estágio’’ pelos funcionários, e funciona como um período de adaptação aos regulamentos da cadeia, segundo uma funcionária que não quis se identificar.
Durante o horário de visitas de anteontem e ontem, parentes estiveram visitando os presos da Casa de Custódia, mas nem parentes nem os advogados de, Pereira foram ao presídio. O motoboy, que já foi indiciado por duas das nove mortes que confessou, está numa cela isolada das de outros presos, fora dos pavilhões e do CRP (Centro de Readaptação Penitenciária), para onde ele deve ir caso seja condenado.
Anteontem, seu primeiro dia na penitenciária, conforme o relato dos funcionários, Pereira acordou ‘‘bem cedo’’ - antes dos outros presos, que são despertados às 7 horas. Foi retirado da cela para tomar banho e fazer a barba. Comeu dentro da cela e passou o dia lendo. Não saiu para o banho de sol, justamente por estar em ‘‘estágio’’. Estava calmo e não falou muito. Hoje, o diretor-geral da Casa de Custódia, José Ismael Pedrosa, deve reassumir o cargo após voltar de férias e convocar uma coletiva para falar sobre o caso do motoboy.

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