Motoboy é submetido à 1ª avaliação psiquiátrica
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sábado, 15 de agosto de 1998
Agência Estado 
O motoboy Francisco de Assis Pereira, acusado de ter matado nove mulheres e violentado outras dez no Parque do Estado, em São Paulo, passou ontem pela primeira avaliação psiquiátrica após a transferência para a Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté. Segundo o diretor substituto do presídio, Edson dos Santos, ainda não há um diagnóstico. Ele só deverá ser concluído após uma série de entrevistas com psicólogos. Os trabalhos devem ser retomados amanhã.
Santos afirmou que o motoboy deve permanecer isolado dos demais detentos até segunda ordem. Mesmo porque, ele não é preso condenado, é apenas indiciado, justificou. O diretor titular da Casa de Custódia, Ismael Pedrosa, deve reassumir o cargo amanhã, convocando a imprensa para uma coletiva.
Durante a noite de anteontem, o policiamento foi reduzido e as ruas próximas ao presídio ficaram vazias, ao contrário do dia anterior, quando cerca de mil pessoas aguardavam a entrada do motoboy na prisão. Houve tumulto e a Polícia Militar precisou aumentar o efetivo.
A PM de Taubaté pretende reforçar o policiamento em 50% na Casa de Custódia durante os primeiros dias de permanência do motoboy no presídio. O comando da PM não informou o número de policiais nem o tempo em que o reforço será mantido.
Francisco de Assis Pereira será indiciado, nesta semana, em sete inquéritos pela morte de sete mulheres. Pereira já foi indiciado pelos assassinatos de Selma Ferreira de Queiroz e Raquel Mota Rodrigues, acusado de homicídio doloso (teve a intenção de matar) e de atentado violento ao pudor.
Os policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continuam tentando encontrar o corpo da patinadora Pituxa. O delegado Marco Antônio Desgualdo, diretor do DHPP, afirmou na sexta-feira que não há certeza quanto à morte da patinadora.
Além dos assassinatos que o motoboy confessou, ele responderá a acusações de violência sexual contra dez mulheres. Os crimes teriam sido praticados no primeiro semestre do ano passado também no parque.
O inquérito foi instaurado sexta-feira, antes da transferência do maníaco para Taubaté. Decidimos por apenas um inquérito com dez vítimas, pois todas já reconheceram Pereira como o autor das agressões sofridas por elas no Parque do Estado, afirmou Desgualdo. Para o diretor do DHP, apesar da negativa do motoboy quanto aos casos de atentado violento ao pudor, o reconhecimento realizado pelas moças é o suficiente.


