Motoboy deve ser julgado em dezembro
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terça-feira, 11 de agosto de 1998
Agência Folha 
O primeiro julgamento do motoboy Francisco de Assis Pereira poderá acontecer em três ou quatro meses (novembro ou dezembro), de acordo com o juiz José Ruy Borges Pereira, presidente do 1º Tribunal do Júri, na Vila Mariana (zona sudoeste de São Paulo).
Para isso acontecer, no entanto, será preciso que Borges Pereira e o promotor Edilson Mougenot Bonfim entrem em um acordo com relação ao andamento dos processos. Além disso, o prazo está condicionado ao resultado dos exames de sanidade mental aos quais o réu será submetido.
Bonfim defende uma unificação de todos os casos, por meio de uma conexão processual, o que possibilitaria a realização de apenas um julgamento. A prova de um processo influi no outro. Borges Pereira tem um entendimento completamente diferente. Em princípio, sou contrário a essa junção. Tecnicamente falando, não há conexão nenhuma. Se isso acontecer (unificação), vai gerar um tumulto processual muito maior. Por isso, em princípio, defendo a individualização.
Individualmente, afirma o juiz, cada julgamento duraria, no máximo, um dia. Além disso, dependendo do resultado dos exames de sanidade mental, teria condições de levar o réu a julgamento em três ou quatro meses. Com a junção, esse prazo aumentaria muito, e o julgamento demoraria, no mínimo, uma semana.
O processo tem um novo promotor: Edílson Mougenot Bonfim. Edílson foi taxativo: não aceita a tese de que Pereira é um psicopata, um louco. Se isso prevalecer, ele seria encaminhado para um manicômio judiciário, onde passaria por tratamento. O juiz Sérgio Rui da Fonseca deve decidir dia 19 se Pereira fará o exame de insanidade mental. O DHPP e o COE (Comando de Operações Especiais da PM) devem fazer uma nova vistoria na mata amanhã. Eles tentam encontrar o corpo de Pitucha, outra possívell vítima do motoboy.


