O motoboy Francisco de Assis Pereira confessou num de seus depoimentos na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, segundo a polícia, que uma das mulheres que matou no Parque do Estado era uma babá, ainda não identificada entre os corpos já encontrados. Ele disse ter lembrado que a moça morava na casa dos patrões, no Guarujá, e se chamaria Elenilda ou Elenilza. O delegado Sérgio Alves, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que está tomando os depoimentos, acredita que a babá possa ser uma das duas ainda não identificadas.
O inquérito que apurou a morte da gaúcha Raquel Motta Rodrigues, de 23 anos, assassinada por Pereira nas matas do parque, foi devolvido para o DHPP pelo promotor Edilson Bonfim, do 1º Tribunal do Júri. A falta de informações sobre a causa da morte e a idade incorreta da vítima - num trecho, o laudo diz que ela tem aproximadamente 40 anos e em outro 23 - são apontados pelo promotor como fatores suficientes para anular o laudo.
Há também uma afirmação no laudo considerada ‘‘gravíssima’’ pelo promotor. A morte de Raquel, segundo o documento, teria sido natural. ‘‘O acusado já deu detalhes em seu depoimento à polícia de como matou Raquel afirmando que a estrangulou’’, adiantou o promotor. Bonfim quer explicações do IML sobre a falha do laudo e mandou a polícia ouvir o diretor do IML, Francisco Claro.

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