São Paulo, 21 (AE) - O motoboy Francisco de Assis Pereira, que já confessou o assassinato de nove mulheres, ocorridos no ano passado, no Parque do Estado, será levado amanhã (22), mais uma vez, à presença do juiz José Ruy Borges Pereira. Vai assistir aos depoimentos de 11 testemunhas de acusação. Todas foram arroladas pelo promotor de Justiça, Edilson Mougenot Bonfim, nos processos em que figuram como vítimas Patrícia Gonçalves Marinho e Rosa Alves Neta, que morreram por estrangulamento.
Cinco testemunhas são comuns aos dois processos: os delegados Sérgio Alves e Jorge Alberto Rego SantAna, que atuaram nas investigações, Lirani de Magalhães, Sandra Aparecida Alves de Oliveira e Daniela de Souza Brandão. No processo sobre a morte de Rosa, serão ouvidas ainda Maria Luíza Cabral e duas dentistas, que ajudaram na identificação da vítima, por meio da arcada dentária.
O maníaco já é réu em seis processos por homicídios triplamente qualificados contra seis mulheres. Três outros assassinatos são objetos de inquéritos policiais. O processo em fase mais adiantada é o da balconista Selma Ferreira Queiroz, assassinada em junho de 1998. Na quarta-feira, o motoboy foi pronunciado nesse processo, a fim de ser levado a júri por homicídio qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver e atentado violento ao pudor. Esses crimes podem resultar em pena de 20 a 46 anos de prisão.
Na terça-feira (23), após o depoimento da oitava das 11 testemunhas, Pereira será reconduzido à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, onde está preso preventivamente.

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