Motins deixam um morto em SP
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Agência Estado Campinas 
Três rebeliões em presídios no Estado de São Paulo deixaram um morto e vários feridos, no final de semana. No 5º Distrito Policial de Campinas, a rebelião acabou no início da tarde de ontem, depois de 13 horas de negociações. Os presos mantiveram dois reféns desde a noite de domingo. Um deles, o carcereiro Edeovil Justino, levou um tiro na altura do ombro e corre risco de vida. O outro, o faxineiro Ademir Aparecido da Silva, foi liberado sem ferimento. A cadeia, com capacidade para 24 presos, abrigava 183. Os detentos reivindicavam a transferência de 50 pessoas, mas só conseguiram de 28.
Em Praia Grande, durante a rebelião na Cadeia Pública foi morto o preso Edson Mendes da Silva, de 25 anos. Conhecido como Pita, o preso havia sido jurado de morte. Ele teria morrido por traumatismo craniano, após ser esfaqueado e queimado.
É o terceiro motim em 97 na cadeia de Praia Grande. Os presos se rebelaram após a fuga de oito companheiros, aproveitando a entrada de um carro que foi entregar o jantar. A rebelião começou às 18h de sábado e terminou na manhã de domingo. Três agentes penitenciários foram tomados como reféns e libertados após o diretor do Cadeião, Paulo Fernando Felipe, garantir que a visita semanal dos familiares não seria suspensa. No final da tarde do domingo os presos voltaram às celas.
Em Jacareí, no Vale do Paraíba, presos rebelados destruíram boa parte da recém-reformada Cadeia Pública. O motim aconteceu domingo, por volta das 18 horas, após uma tentativa frustrada de fuga em massa. A polícia conseguiu controlar a situação no final da noite, depois de invadir o prédio. Dez pessoas ficaram feridas, uma em estado grave. Foram levados para a Santa Casa local oito presos e dois policiais, machucados na boca e no braço. Cerca de 20 presos foram transferidos para cadeias de São José dos Campos e de Santa Isabel.
O preso Luciano Pereira teve duas costelas quebradas e perdeu o baço. Ele está internado em estado grave. Os rebelados quebraram portas, serraram grades e atearam fogo a colchões. Policias militares e civis entraram na cadeia no momento que os presos se preparavam para ocupar a carceragem. O local tem 48 vagas mas estava abrigando 128 presos.


