Agência Estado
De Taubaté
Terminou por volta das 11 horas a rebelião dos presos da Cadeia Pública de Taubaté, no interior de São Paulo. Os amotinados aceitaram a transferência de 62 condenados para os estabelecimentos penais do sistema Coesp e outros 33 para presídios da região. Os quatro carcereiros reféns foram libertados após o acordo. As negociações foram retomadas ontem, às 8 horas, pela juíza-corregedora Sueli Zeraik Menezes, e o delegado Antônio Carlos Gonçalves da Silva.
Foram pouco mais de 23 horas de protestos contra a superlotação carcerária. Os negociadores tentaram liberar os quatro carcereiros feitos de reféns, que estavam sendo ameaçados de morte pelos detentos. O protesto teve início às 12h30 de anteontem e foi motivado pelas péssimas condições do lugar, que é dimensionado para 88 vagas estava com 297 presos. A principal reivindicação era a transferência de presos para outras cadeias. As conversações seguiram até as 22 horas.
Na noite de anteontem, os detentos queimaram colchões e destruíram as celas. Muitos rebelados estavam armados com estiletes e outras armas improvisadas. Os reféns foram levados constantemente até as janelas do prédio. Não há informações de feridos.
No final do primeiro dia de rebelião foram obtidas 55 vagas em vários pontos do Estado, mas essa quantidade foi rejeitada pelos presos. O clima era tenso, principalmente depois de a polícia ter cortado a energia elétrica e água do prédio e suspendido a alimentação. Populares e familiares dos carcereiros Roberto Espínola, Almir Moreira, Jacques Rivadavia e Edson Carvalho, feitos reféns, fizeram uma vigília em frente ao presídio durante toda a noite.

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