Curitiba- Expor trabalhos voluntários e de responsabilidade social e mostrar o caminho para quem pretende partir para o voluntariado. Estes são os objetivos da 4 Mostra de Ação Voluntária, Cidadania e Responsabilidade Social, que acontece até amanhã em Curitiba. O evento, que conta com 80 expositores, entre organizações não-governamentais (ONGs) e empresas privadas, está sendo promovido pelo Centro de Ação Voluntária (CAV), entidade que organiza a demanda e oferta de tralhado voluntário em Curitiba e região metropolitana (RMC).
''Queremos não só mostrar para as pessoas os diversos tipos de trabalhos voluntários que podem ser feitos, mas também exemplos para empresas que tenham interesse de fazer trabalhos de responsabilidade social'', explicou a presidente do CAV, Maria de Lourdes Silva Nunes.
O CAV recebe em média, 65 voluntários por mês, número insuficiente para preencher as vagas em 133 instituições filiadas ao Centro. O CAV também promove palestras para difundir o trabalho e explicar a atuação do voluntário.
Segundo dado do CAV, as instituições mais procuradas pelas pessoas interessadas em ingressar no voluntariado são conhecidas da população em geral como a Pastoral da Criança e o Hospital de Clínicas (HC), por exemplo. ''Essas entidades estão mais aparentes. Mas o perfil já está mudando aos poucos. E nós estamos procurando promover entidades de áreas onde a atuação é pequena, como esportes'', exemplifica Maria de Lourdes. Quem for à mostra vai encontrar catálogos com opções de entidades para ser voluntário por área de atuação (esporte, saúde, educação, etc) e catálogos listando como se deve atuar em cada segmento.
Os exemplos na mostra são inúmeros. Thiago Senden e alguns amigos transformaram as festas onde várias pessoas tocavam instrumentos musicais em trabalho voluntário. Foi assim que surgiu a ONG Grande Roda de Tambores, que há um ano visita mensalmente instituições com pessoas carentes, levando música, entretenimento e doações. ''Não é difícil de organizar. Já temos 700 voluntários cadastrados e na última visita foram 80 pessoas'', contou Senden.
Em muitos casos os voluntários são os próprios beneficados. É o caso da ONG Humanar, que trabalha com redução de danos. A entidade dá orientações e distribui material para usuários de drogas lícitas e ilícitas. ''Depois de conhecerem nosso trabalho muitos usuários divulgam entre eles'', contou a psicóloga Sandra Batista.

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