Moscou lança ataques aéreos contra rebeldes e fala em 200 mortos
Moscou, 14 (AE-ANSA) - A Rússia lançou hoje (14) cerca de 20 ataques aéreos contra a Chechênia e a guerrilha integralista islâmica da vizinha república caucasiana do Daguestão, onde as tropas russas começaram a reagrupar suas forças para o assalto final.
Segundo um porta-voz do Ministério do Interior russo em Makhachkala, a capital do Daguestão, na ofensiva de hoje morreram pelo menos quatro pára-quedistas russos e três rebeldes. Outros 13 pára-quedistas russos e um voluntário daguestão ficaram feridos na mesma ofensiva, que se concentrou no distrito de Botlij, no sudoeste do Daguestão, nas proximidades da fronteira com a Chechênia.
A chuva de bombas que caiu nas últimas 24 horas sobre as posições da guerrilha integralista islâmica matou mais de 200 rebeldes, informou a agência russa Interfax citando fontes do Ministério do Interior russo no Daguestão, que acrescentaram que 12 militares federais também morreram.
A mesma fonte disse que as tropas russas começaram a reagrupar suas forças para preparar o assalto final contra os insurgentes que, sob o comando do checheno Shamil Basayev, passaram a abandonar suas posiciones.
Os combates mais violentos foram registrados nos distritos de Botlij, Gagatli e Rikvani, enquanto a mesma fonte assinalou que o distrito de Tsumadin, um dos dois que foram ocupados no sábado passado por cerca de 2.000 irregulares da Chechênia, já está sob o controle das forças russas.
As notícias vindas de Moscou dão conta que a ofensiva contra a guerrilha islâmica na república caucasiana foi um sucesso.
Entretanto, aumentou o temor de que a vizinha Chechênia - onde a Rússia já perdeu uma guerra com 100.000 mortos - seja arrastada para o conflito no Daguestão, principalmente depois que o primeiro- ministro em exercício russo, Vladimir Putin, advertiu que as tropas federais atacarão a guerrilha daguestã "esteja onde estiver".
O chanceler russo, Igor Ivanov, sustentou que os rebeldes do Daguestão recebem ajuda do exterior e que, já que tentam destruir a ordem constitucional russa, esse apoio é uma "interferência nos assuntos internos da Rússia".
Ivanov lançou as acusações em uma mensagem enviada hoje ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, à Conferência Islãmica e aos líderes dos países do G-8 e da União Européia.





