Mortos no Rio chegam a 44. Estado tem 2 mil desabrigados
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2001
Agência Estado 
Rio- A Defesa Civil estadual e prefeituras informaram ontem que 44 pessoas morreram e mais de 2 mil ficaram desabrigadas em consequência das fortes chuvas no Estado entre a noite de domingo e o fim da manhã de anteontem, véspera de Natal. O maior número de vítimas foi registrado em Petrópolis, cidade da Região Serrana que ficou isolada por causa da queda de barreiras nas estradas e onde 26 pessoas morreram e pelo menos 600 ficaram sem casa. O segundo município mais atingido foi Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde houve 8 mortos e 250 desalojados. Até o início da tarde, na capital eram cinco vítimas fatais.
Em Petrópolis, onde foi decretado estado de calamidade pública, temia-se que houvesse mais mortos, já que pelo menos 50 pessoas eram dadas como desaparecidas. Segundo o prefeito, Rubens Bontempo, havia 100 feridos, dos quais 22 foram internados, 4 em estado grave. Ele informou que as chuvas na cidade chegaram a 250 mm, mais que em 1988, quando o volume foi de 220 mm e 64 pessoas morreram. Somente no fim da manhã foi liberado o trânsito da Rio-Petrópolis, em meia pista.
''A situação é muito complicada'', resumiu o governador Anthony Garotinho (PSB), que levou uma hora e vinte minutos para chegar de helicóptero a Petrópolis. Também houve mortes em Paracambi (duas) e Niterói (três).
O ministro da Integração Nacional, Nei Suassuna, informou que o governo federal liberará recursos para a recuperação das estradas e das cidades mais atingidas. Ele afirmou que cada município atingido fará um levantamento dos danos e, a partir disso, o governo federal analisará quanto o Estado receberá.
Garotinho disse esperar que o governo cumpra a promessa de liberar verbas. ''Em 2000, quando ocorreu uma situação inferior a esta, o governo se comprometeu a liberar R$ 7 milhões e não foi liberado nada até agora.''
Em Duque de Caxias, a Defesa Civil municipal informou que, além dos 8 mortos, pelo menos 250 pessoas ficaram desalojadas. Os pontos mais atingidos do município foram as localidades de Imbariê, Saracuruna, Capivari e Xerém, áreas nas quais a água, que em alguns pontos chegou à altura da cintura, tomou ruas e invadiu casas. Muita gente se refugiou da enchente nos telhados.
O governador responsabilizou as prefeituras das áreas atingidas pelas vítimas em áreas de risco. ''As prefeituras têm de ter mais rigor, mais responsabilidade com essas situações, e impedi-las'', defendeu.


