Mortos em acidente na Anhanguera são enterrados em SP
São Paulo, 10 (AE) - As vítimas que morreram na tragédia com um ônibus de turismo na Rodovia Anhanguera foram enterradas hoje pela manhã em São Paulo. O silêncio e os olhares distantes de parentes e amigos marcaram o cortejo fúnebre de Angelina de Francisco Maria. Ela foi enterrada pela manhã no Cemitério do Morumbi, na zona sul. Além dela, outras 12 pessoas morreram no acidente.
O corpo de Camila Espósito, de 7 anos, também foi enterrado pela manhã no Cemitério Jardim das Flores, em Barueri, na Grande São Paulo. Ela foi a única criança que morreu no acidente. A maioria das pessoas tinha mais de 60 anos. Elas viajavam para passar o fim de semana em Caldas Novas (GO) quando ocorreu o acidente. Todos tiveram morte instantânea.
O acidente foi um dos maiores desastres registrados na Região Nordeste de São Paulo. Além das pessoas que morreram, 33 ficam feridas. Os que apresentavam estado de saúde mais delicado foram transferidos para hospitais de Ribeirão Preto, interior do Estado.
Todos estavam num ônibus da Empresa Linetour, de São Paulo, alugado pela Cuca Turismo. Todos moravam no Butantã e viajavam duas vezes por mês. Haviam deixado a capital na madrugada de ontem (09) e planejavam voltar no domingo (12). O acidente ocorreu às 4h30, no quilômetro 427 da Via Anhanguera, em Aramina (SP). Chovia no momento do acidente e a visibilidade era ruim. No trevo de acesso ao bairro rural do Brejão, o ônibus saiu da pista. O local é plano, reto, mas de grande tráfego de caminhões de cana, que deixam muita terra na pista. Terra que, molhada pela chuva, deixa o asfalto muito escorregadio.
O motorista do ônibus, Osvaldo Mendes Ferreira, internado em Ituverava (SP), confirma essa tese. De acordo com ele, o veículo "perdeu a traseira", escorregando pela pista por cerca de 100 metros. Desgovernado, caiu de traseira num vão de 5 metros de profundidade. Na queda, os vidros do segundo andar do ônibus quebraram-se. Os passageiros foram jogados para fora e esmagados pela lataria do veículo, que tombou. O resgate durou mais de quatro horas e o trânsito ficou lento na região. Todos os que morreram estavam na parte traseira do ônibus. Eles não usavam cinto.
Há um ano, 57 pessoas morreram em outro desastre na Via Anhanguera. Acidente que ocorreu depois que o motorista de um caminhão de combustíveis perdeu a direção e tombou na pista, perto de Araras (SP). Na época, a polícia acreditava que o motorista, morto no acidente, havia dormido ao volante.





