Curitiba - As mortes violentas também chamam a atenção no estudo divulgado pelo Ministério da Justiça. Nessa estatística são computados os homicídios dolosos (com a intenção de matar), lesões seguidas de morte e latrocínio. Ao todo foram 515 mortes na capital paranaense, uma média de 30,9 por 100 mil habitantes. A média de São Paulo é um pouco menor: 30,4 para cada 100 mil habitantes. Somente os homicídios tiveram um acréscimo de 9,69% no ano de 2002 se comparado ao ano anterior.
Em todo o Brasil, 13 das 24 capitais pesquisadas apresentaram aumento na taxa de homicídios dolosos. O crescimento na média nacional deste tipo de crime pode ser explicado pela quantidade pequena de resolução dos casos: apenas 8% deles são efetivamente solucionados e os culpados presos. Os homicídios estão concentrados em 27 cidades consideradas mais violentas. Nas demais cidades (5.480) vivem cerca de 75% da população brasileira. Comparado com outros países, o Brasil é o quarto colocado no número de homicídios. São campeões no número de homicídios a Colômbia, a África do Sul, a Jamaica e a Venezuela. Se for comparado com outros países na faixa etária, o Brasil é o segundo colocado na faixa de mortos com idades entre 15 e 24 anos. Apenas a Colômbia tem índice superior ao brasileiro.
Curitiba ainda teve crescimento no número de crimes praticados no que se refere a atentado violento ao pudor, extorsão mediante sequestro e estupro. Foram 32 ocorrências registradas de atentado violento ao pudor e 63 estupros. De acordo com o diretor do Departamento de Cooperação e Articulação das Ações de Segurança Pública, Túlio Kahn, apenas 14% das vítimas de agressões sexuais procuram registrar queixa. Já extorsão mediante sequestro foram registradas três ocorrências. Apesar de parecer um índice baixo, Curitiba figura como a 7 capital brasileira com maior incidência neste tipo de crime.
O major Roberson Luiz Bondaruk, chefe da Comunicação Social da Polícia Militar, disse que os problemas levantados pelo Ministério da Justiça estão sendo tabulados e serão enviados para as unidades da capital paranaense para aprimoramento do policiamento ostensivo. Estão sendo realizados patrulhamentos preventivos com viaturas, a pé e a cavalo nos bairros considerados mais violentos. Operações de batida policial e desarmamento estão sendo realizadas diariamente.

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