Curitiba - Uma criança de 7 anos morreu, no último sábado, vítima de uma das formas mais graves da meningite: a pneumocócica. O caso foi notificado em Paranaguá, no Litoral do Estado, onde há menos de um mês um bebê de um ano e seis meses morreu, depois de ter contraído a meninigite menigocócica na forma grave hemorrágica do tipo C. Do começo do ano até agora, já foram registrados 25 casos de meningite pneumocócica. Oito pessoas morreram, o que representa uma taxa de letalidade de 32%.
É, justamente, o alto índice de mortes que preocupa a Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com a chefe da Divisão de Doença Imunopreveníveis, Nilce Haida, a taxa de letalidade por meningite pneumocócica, este ano, é a mesma registrada em 2005, quando ocorreram 77 casos e 25 mortes. No entanto, o agravante é que a doença provocada por esse tipo de bactéria, quando não mata, quase sempre deixa sequelas, como dificuldades motoras, de audição, de acuidade e fala, alertou Nilce.
A taxa de letalidade da meningite meningocócica aumentou de 19%, em 2005, (quando foram registrados 30 óbitos em 200 casos), para 26%, este ano, com um total de 38 mortes em 142 casos, mas, proporcionalmente, é menor que a pneumocócica. Dos 13 tipos de bactérias que causam a meningite meningocócica, as que mais preocupam são as do tipo A, B, C e W-135 por causa da gravidade, explicou Nilce. Segundo ela, a secretaria está acompanhando o caso uma criança que está internada em Londrina, em que foi diagnosticada a bactéria W-135.
A Secretaria da Saúde, segundo Nilce, está atenta a qualquer situação de anormalidade e monitorando todos os casos. ''A arma atual (contra a meningite) é a vigilância entre os comunicantes (pessoas do convívio do doente)'', afirmou Nilce, ao lembrar que a única forma da doença que dispõe de vacina é a causada por hemófilos.
Nilce alertou, ainda, que, por causa do tempo seco, é importante beber bastante água para evitar irritação na mucosa das vias respiratórias, condição que favorece a instalação de bactérias. Outra recomendação é evitar a automedicação, quando da manifestação de sintomas, como febre alta persistente. O ideal é procurar, o quanto antes, uma unidade de saúde.

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