Imagem ilustrativa da imagem Mortes por H1N1 chegam a 190 no Paraná



Em apenas uma semana, a quantidade de diagnósticos de H1N1 no Paraná saltou de 946 para 969, 23 a mais em comparação com os dados do último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Entre 1º de janeiro e 22 de julho, 1.044 casos de gripe pelo vírus influenza foram registrados em todo o Estado, 969 eram de H1N1. A gripe é apontada como a causa de morte de 209 pessoas, 190 delas foram infectadas por H1N1. Os sete óbitos a mais confirmados na última semana ocorreram nas cidades de Londrina, Arapongas, Ponta Grossa, Laranjal, São Jorge d’Oeste, Ampére e Toledo.
Curitiba é a campeã em número de casos de H1N1 com 140 diagnósticos positivos, seguida de Maringá com 110 casos. Para o chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Sesa, Renato Lopes, os números no Estado preocupam já que a quantidade de confirmações registradas em 2016 só perde para a pandemia ocorrida em 2009. "Naquele ano, foram cerca de 400 óbitos. Em 2013, tivemos 385 casos de H1N1 com 48 óbitos. Este era o maior número depois de 2009", afirmou. Segundo ele, o frio da capital ajudou a propagar a doença. "Talvez a proximidade de Maringá com São Paulo, que teve confirmações de gripe desde fevereiro, possa ter contribuído para esses números na região", apontou.
Já a médica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Maringá, Jussara Titato, acredita que melhorias no modelo de capacitação dos profissionais do setor teriam intensificado o número de notificações e de confirmações da doença. "É uma maior sensibilidade nos diagnósticos. O nosso município não está em caso de surto. Nós começamos a ter óbitos antes mesmo da campanha de vacinação e o número de mortes não aumentou. Mesmo com a campanha, nem todas as gestantes, por exemplo, se imunizaram apesar do nosso primeiro óbito ter sido de uma gestante", lamentou.
Os dados do boletim divulgado pela Sesa incluem apenas os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) quando o paciente necessita de internamento. Conforme os números, a população a partir dos 40 anos está mais exposta à doença. "É uma faixa que não está coberta pela vacina. Entre 40 e 59 anos somente pessoas com comorbidades recebem as doses, por orientação do Ministério da Saúde", lembrou Lopes. Entre 40 e 49 anos, 131 casos de H1N1 com 34 mortes foram registrados. Entre 50 e 59 anos, foram 169 casos com 62 mortes. Acima dos 60 anos houve 197 casos e 61 mortes.
O início do tratamento é recomendado nas primeiras 48 horas para reduzir os sintomas e as complicações da doença. Quem apresenta febre alta repentina, tosse persistente e dores musculares deve procurar uma unidade de saúde. Conforme o Ministério da Saúde, até 11 de julho, foram constatados 7.784 casos de H1N1 no Brasil e 1.427 mortes causadas pelo vírus.

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