Mortes por arma de fogo crescem 32%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Agência Brasil 
Brasília- O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo que apontou crescimento de 32,46% (de 26.481 para 35.076) no número de mortes por arma de fogo no Brasil, de 1996 a 2007. Segundo o levantamento, a região Sudeste foi a única a reduzir os índices no período: de 14.169 para 13.738 mortes. No Nordeste, o número de óbitos quase dobrou: de 6.012 para 11.848.
Os dados fazem parte do 16º boletim Políticas Sociais que analisa as políticas sociais implementadas pelo governo e os resultados apresentados nesse período. No que diz respeito à Justiça e à segurança pública, o boletim ainda aponta graves problemas que precisam ser enfrentados pelo governo.
Entre eles, os altos índices de criminalidade (que se refletem nas mortes violentas), a forte sensação de insegurança na população, a impunidade, a dificuldade de acesso à Justiça para resolver conflitos cotidianos, a morosidade dos serviços jurisdicionais e violações dos direitos humanos no sistema penitenciário.
De acordo com o boletim do Ipea, entre os problemas levantados, a gestão do sistema penitenciário é um dos desafios mais graves. As dificuldades encontradas vão desde a superlotação e a falta de condições dignas para os presos até a ocorrência de rebeliões e a atuação de organizações criminosas nas cadeias e presídios.


