Rio- A mortalidade por homicídios e por acidentes de transporte no País impressiona e mostra, segundo a coordenadora de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Denise Kronemberger, que ''o Brasil está na contramão da sustentabilidade''. Considerados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos maiores problemas de saúde pública, especialmente nos países em desenvolvimento, os desastres com motoristas e pedestres nas vias públicas matam no Brasil, anualmente, 18 em cada 100 mil habitantes, segundo dados de 2001. No Paraná, esse indicador continua alto: 26,2 mortos por 100 mil habitantes.
''Por ameaçar a segurança física das pessoas, os acidentes de trânsito interferem na qualidade de vida da população, algo essencial na busca do desenvolvimento sustentável'', salienta Denise. O relatório destaca que o problema pode ser evitado e chama atenção para a necessidade de os governos incluírem no planejamento estratégias para reduzir o número de óbitos, como campanhas educacionais, sinalização adequada e conservação de vias públicas.
Considerando o ano de 1992 e o de 2001, o coeficiente de mortalidade por acidentes de transporte permanece estável, na faixa dos 18 por 100 mil habitantes. Durante o período, houve um aumento entre 1993 e 1997, quando começou novamente a cair. Roraima tem o maior índice do País, 38.
As estatísticas indicam que o problema não está concentrado em uma região, pois Santa Catarina (28,6), Mato Grosso (27,8) e Espírito Santo (25,9) apresentam também números expressivos. Em São Paulo, são 18,5 mortes em cada 100 mil habitantes.
Comparando os dados por sexo, os homens são as maiores vítimas, com 29,8 por 100 mil habitantes - cinco vezes mais do que o registrado entre o sexo feminino, segundo dados de 2001.
O homem também é o mais atingido quando se fala em morte por homicídio. Dados de 2001 revelam que o índice entre o sexo masculino é quase 12 vezes maior do que o encontrado entre as mulheres: 51,96 contra 4,40 por 100 mil habitantes. O indicador mostra que o problema vem crescendo no Brasil desde 1992. Passou de 19,21 para 27,84, em 2001, um aumento de 45%.(Leia mais sobre o assunto na página 4 do Caderno Economia)

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