Curitiba - O número de mortes nas estradas federais do Paraná durante o Carnaval caiu pelo segundo ano consecutivo. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre a última sexta-feira e a quarta-feira de cinzas, oito pessoas perderam a vida, em 202 acidentes, uma a menos que em 2015. O resultado representa uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 69,2% se comparado com o feriado de 2014, quando foram registrados 26 óbitos.
Os dados também se contrapõem aos divulgados no dia anterior pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que contabilizou um aumento de 75% na quantidade de mortes – foram quatro em 2015 e sete neste ano – ambos os balanços apresentaram 127 colisões; já o número de feridos oscilou de 130 para 129. Conforme a PRF, o total de pessoas com ferimentos em suas rodovias passou de 205 para 191, uma leve redução de 6,8%, enquanto o de batidas retrocedeu de 322 para 202 (-37,2%).
Segundo o agente Fernando César de Oliveira, do Núcleo de Comunicação da PRF, a melhora nos índices pode ser atribuída a uma série de fatores, dentre os quais a fiscalização da polícia e a ampliação, em novembro de 2014, do valor da multa por ultrapassagem perigosa, de R$ 191,54 para R$ 1.915,40, similar àquela aplicada nos casos de abuso de álcool.
Metade das oito mortes contabilizadas pela PRF foi estimulada por ingestão de bebidas alcoólicas. As causas presumíveis das outras quatro foram falta de atenção, velocidade incompatível com a via e falha mecânica. Cinco mortes ocorreram à noite e três dos seis acidentes fatais aconteceram com pista seca.
Em duas batidas, mais de uma pessoa perdeu a vida, e em pelo menos três dos acidentes fatais houve vítimas que foram ejetadas de seus veículos, o que indica que elas não usavam cinto de segurança.

COMBINAÇÃO PERIGOSA
Em seis dias de Operação Carnaval, os policiais rodoviários federais flagraram 139 motoristas dirigindo sob efeito de álcool no Estado, uma média superior a 23 flagrantes por dia, ou quase um por hora. Outros 820 motoristas foram autuados por efetuar manobras de ultrapassagem forçada ou em locais proibidos pela sinalização. E 11,1 mil tiveram imagens das placas de seus veículos capturadas por radares portáteis da PRF por desenvolver velocidade superior à máxima permitida.
A PRF autuou 48 motoristas que transportavam crianças sem o uso de cadeirinha, bebê-conforto ou assento de elevação. "É um dado que chama a atenção, porque é uma infração de difícil constatação, mais comum em perímetros urbanos. Muitas pessoas não têm noção que uma criança solta num banco ou um bebê no colo a 40 quilômetros por hora ninguém consegue segurar", alertou Oliveira.

SEM CINTO
Na manhã de ontem, cinco pessoas, sendo duas crianças, foram jogadas para fora do veículo onde estavam em um acidente no quilômetro 144 da BR-476, em Curitiba, provavelmente por estarem sem cinto de segurança. O caso não entra na contagem do Carnaval, uma vez que aconteceu após o fim da operação. De acordo com a PRF, por volta das 11 horas o carro, que transitava sentido Araucária, saiu da pista, bateu em um barranco e capotou. As vítimas foram levadas a hospitais da região em estado grave. Entre elas estão um homem de 34 anos, duas mulheres, de 24 e 31 anos, e as duas meninas, uma de sete e outra cuja idade não foi informada.

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