Mortes devem levar pesquisa de ratos até Guarapuava
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quinta-feira, 07 de dezembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
A cidade de Guarapuava poderá ser visitada pelos técnicos do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, que tentam identificar a espécie de rato silvestre transmissora do hantavírus. A equipe está em General Carneiro (Sul do Estado). O diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria da Saúde, Isaias Cantoia Luiz, explicou que a ida do grupo a Guarapuava vai depender das condições do clima, fator que interfere na busca dos ratos.
A escolha de Guarapuava está associada à recente comprovação de que duas pessoas morreram com a doença na região. O Paraná já registrou este ano 12 casos de hantavirose, com quatro mortes, duas na região de União da Vitória e duas na região de Guarapuava. Também estão sendo investigados outros quatro casos suspeitos.
A equipe do Adolfo Lutz também poderá ir para Bituruna, onde houve focos da doença.
O diretor da Secretaria da Saúde disse que a equipe pretende encerrar o trabalho de colheta de ratos no dia 13 de dezembro. Até lá, os profissionais deverão treinar técnicos da Saúde do Paraná e de Santa Catarina, que vão ajudar na identificação da doença e atuar no seu diagnóstico.
Por enquanto, os técnicos da Secretaria da Saúde estão orientando os moradores das regiões próximas das áreas com focos de hantavirose. Em Guarapuava, o trabalho é de orientação para os madeireiros, onde se registraram os casos.
Segundo o setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Guarapuava, o trabalho de orientação nas áreas rurais só foi intensificado com a confirmação que duas pessoas morreram com a doença. O município vem fazendo uma pesquisa para saber se houve casos anteriores a esses dois. Mesmo trabalho vem sendo realizado pela Secretaria Estadual de Saúde, que tenta levantar informações sobre a ocorrência de casos no ano passado.


