Mortes caem 24,8% nas rodovias federais paranaenses
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba As rodovias federais do Paraná registraram queda de 24,8% no número de mortes em 2015. Foram 585 óbitos, contra 778 no ano passado. O total de feridos também diminuiu, de 11.406 para 9.943, o que corresponde a 12,8%. Já a incidência de acidentes passou de 17,2 mil para 12,7 mil no mesmo período (redução de 26%). Os dados foram divulgados ontem pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Conforme a corporação, responsável pela fiscalização de aproximadamente quatro mil quilômetros de estradas, os índices são os melhores verificados desde 2010.
Entre as possíveis razões estão, segundo a PRF, uma alteração recente do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), de novembro de 2014, prevendo multas maiores, de até R$ 1.915, para ultrapassagens perigosas; a instalação de novos radares controladores de velocidade e a fiscalização por meio de câmeras de videomonitoramento. O órgão também cita a implantação, em junho do ano passado, do registro eletrônico de acidentes sem vítimas, que pode ser feito em até 60 dias, pela internet, diretamente pelos envolvidos nas ocorrências.
As causas presumíveis das colisões fatais são: velocidade incompatível (31,2%); falta de atenção (28,5%); desobediência à sinalização (11,2%); ingestão de álcool (10,1%); ultrapassagem indevida (9,9%); sono (2,9%); defeito mecânico (2,7%); não guardar distância de segurança (2,7%) e defeito na via (0,8%). Metade dos óbitos foi proveniente de batidas frontais (30,2%) e atropelamentos (23,1%). Cada um desses dois tipos representou 4% do total de ocorrências, mas ambos têm altíssimo índice de letalidade.
Em 79,9% dos casos, a pista estava seca. O levantamento mostra ainda que a maioria das mortes (55,3%) ocorreu à noite. A faixa etária mais atingida foi a de 20 a 24 anos (86 pessoas perderam a vida, sendo 15% delas condutoras ou passageiras de motocicletas). Quinze ciclistas morreram nas rodovias federais paranaenses em 2015.


