Morte súbita ameaça mais os jovens
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Luciano Augusto<BR>Reportagem Local 
Londrina - O representante comercial londrinense, Jonas Raboni, 36 anos, morreu vítima de infarto agudo do miocárdio seguido de afogamento, segundo laudo entregue à família pelo Instituto Médico Legal (IML) de Cabo Frio (RJ). Participava de um congresso em um navio cruzeiro e morreu na tarde da última terça-feira, enquanto nadava numa praia de Búzios. Ele será sepultado hoje. Conforme especialista, casos como este, envolvendo pessoas entre 30 e 60 anos, são mais comuns do que em idosos.
Claudemir Raboni, 42, irmão do londrinense, disse que Jonas não tinha histórico de doença cardíaca, nunca havia reclamado de qualquer problema e levava uma vida saudável. Ele trabalhava como representante comercial de uma empresa de sistemas de informática e participava de um congresso em um cruzeiro no litoral do Rio de Janeiro.
Na tarde de terça-feira, após ser liberado para atividades de lazer, ele e um grupo de cerca de mais 15 pessoas teriam alugado uma escuna para fazer um passeio mais próximo da orla de Búzios. ''O barco parou para que as pessoas pudessem mergulhar e chegar até a praia. Depois de um tempo, deram por falta do meu irmão. Um rapaz do grupo pegou um barco a remo e encontrou o corpo boiando no mar. Uma médica ainda tentou reanimá-lo, mas já não tinha mais o que fazer'', lamentou Claudemir.
Jonas era divorciado e pai de uma menina de oito anos. Ele, que completaria 37 anos em 1º de abril, pretendia se casar novamente em dezembro. O corpo será enterrado hoje, às 9h15, no Cemitério São Paulo, na Zona Leste de Londrina.
O cardiologista Manoel Canesin lembrou que as doenças cardíacas são a principal causa de morte no país e apontou que pessoas entre 30 e 60 anos estão mais sujeitas à morte súbita do que os idosos.
''Pessoas mais jovens podem ter uma doença subclínica que pode não ser reconhecida mesmo em um check-up com eletrocardiograma e consulta regulares. Isso acontece quando o entupimento das coronárias (artérias que irrigam o coração) gira entre 30% e 40% e, ao inflamar, pode se romper'', explicou o especialista.
Fatores hereditários, estilo de vida (alcoolismo, tabagismo e sedentarismo), esforço físico e outras doenças (obesidade, diabetes e colesterol alto), aumentam os riscos.
Canesin comentou que se a vítima de uma parada cardiorrespiratória tiver ao seu alcance os recursos necessários, as chances de sobrevivência aumentam para até 70%.
''Se for feita a compressão no peito, se o desfibrilador (aparelho que dá choques no coração) for usado em até seis minutos, se houver uma UTI próxima e for feito o cateterismo, as chances deste paciente são muito boas'', completou.


