Santos, SP, 10 (AE) - A Secretaria Municipal de Saúde de Santos, no litoral paulista, vai enviar para o laboratório das Forças Armadas dos Estados Unidos, em Washington, fragmentos de tecidos dos órgãos da monitora de creche Aparecida Maia, de 33 anos, que morreu dia 15 de abril com síndrome infecciosa, seguida de hemorragia. Segundo o secretário de Saúde do município, Edmon Atik, essa providência está sendo tomada em função do resultado negativo para todos os tipos de vírus conhecidos, feitos pelo Instituto Adolfo Lutz.
"Idêntico material também será remetido para Atlanta, nos Estados Unidos, onde existem os centros mais avançados de diagnóstico das doenças", disse. A suspeita de que a monitora tenha sido vítima de dengue hemorrágica foi descartada nas diversas análises feitas em Santos. Atik lembrou que já no ano passado, quatro pessoas morreram com sintomas idênticos aos de Aparecida. Todos os óbitos foram registrados sem a causa da morte. Dengue - Como Santos enfrenta, pelo segundo ano consecutivo, uma epidemia de dengue, sendo detectada a presença do vírus do tipo 2, que pode desencadear a forma hemorrágica da doença, a investigação do caso foi feita com todo o rigor. Também foi descartada a hipótese de meningite bacteriana, como a princípio chegou a ser levantada. "Pode ser até que estejamos à frente de uma nova doença, até agora desconhecida", afirmou o secretário.
Até o dia 15 de abril, a SMS havia computado 2.342 casos de dengue, somente este ano na cidade. O levantamento epidemiológico ficou prejudicado por causa da limitação do número de exames laboratoriais para confirmação da doença. Com a falta de kits, apenas 20% dos doentes passaram por exames. "A boa notícia é que a partir de quarta-feira teremos condições de retomar os exames", anunciou Atik. Ele admite que sem os testes
a secretaria perdeu um pouco o controle da doença, já que os médicos deixaram de efetuar as notificações necessárias nesse intervalo de tempo.

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