Morte não prejudica venda à holding HSBC
Morte não prejudica
venda à holding HSBC
Apesar da morte de Edmond Safra, acionista controlador do banco Republic New York Corp, a companhia informou em Nova York que sua aquisição pelo HSBC Holdings está encaminhada para ser concluída no fim do ano. Uma porta-voz do Republic disse que o acordo recebeu a aprovação da superintendência estatal de bancos de Nova York na quinta-feira e deve receber o sinal verde final do Federal Reserve em reunião na segunda-feira. Os acionistas do Republic aprovaram a fusão na terça-feira.
Safra é conhecido fundador do banco e um dos 100 homens mais ricos do mundo. O banco havia adiado três vezes a votação dos acionistas sobre o acordo, depois de abrir uma investigação interna em setembro sobre as alegações de fraude em sua divisão de futuros de ações. Para acelerar o processo, Safra havia concordado em receber US$ 2,75 bilhões por sua participação, abaixo dos US$ 3,2 bilhões fixados originalmente. E se o escândalo resultasse em passivos de mais de US$ 700 milhões, ele pessoalmente assumiria parte dos mesmos, até US$ 180 milhões.
A maioria dos acionistas vai receber US$ 72 por ação, como foi acertado originalmente com o HSBC. No entanto, como os termos com Safra foram redefinidos, o Republic vai custar US$ 9 85 bilhões ao HSBC, abaixo do valor originalmente projetado em US$ 10,3 bilhões. O acordo com Safra terminou depois de meses de especulações e oscilações fortes nos preços das ações do Republic. O banco investiga o envolvimento da divisão de futuros com o cliente Martin A. Armstrong, que controlava a Princeton Economic International e outras companhias e que foi indiciado em outubro por supostamente ter causado prejuízos de cerca de US$ 950 milhões a investidores japoneses. O Republic não foi acusado de nada, embora tenha determinado a suspensão de dois executivos ligados ao caso. As ações do Republic atingiram ontem US$ 71,4375, máxima em 52 semanas.





