Uma morte encomendada. Assim está sendo classificado o assassinato de Leonardo Pareja por seu advogado José Batista do Carmo. O advogado insiste que seu cliente foi executado e lança suspeitas sobre a Secretaria de Segurança Pública de Goiás. ‘‘A ordem saiu de lᒒ, acusou o advogado. Ele já adiantou que pretende ingressar com uma ação na Justiça, ainda hoje, exigindo do Estado de Goiás indenização pela morte de seu cliente. O advogado alega que Pareja estava sob a guarda e proteção do Estado, e por isso este deve ser responsabilizado.
O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Homero Sabino, também responsabiliza o poder público pela morte de Pareja. Segundo ele, a direção do presídio sabia que Pareja ia morrer. Tanto que tentou tirá-lo de Goiânia e levá-lo para o Presídio da Papuda, mas não obteve resposta, no mês passado, da direção do presídio de Brasília. ‘‘Será que é normal o que está acontecendo dentro do Cepaigo?’’, questionou o desembargador, que foi refém de Pareja no mês de março durante rebelião no presídio. ‘‘Não, não, o que está acontecendo no Cepaigo não é normal’’, ele mesmo respondeu.
Para o diretor do Cepaigo, coronel Vilmones Messias de Araújo, a morte ‘‘foi um acerto de contas entre grupos rivais dentro do presídio’’. Mas ele não descarta a desavença em torno do túnel. ‘‘Após a descoberta do túnel, passaram a ocorrer desentendimentos entre ele e os demais’’, afirmou. ‘‘O túnel foi tampado na sexta-feira, mas as desconfianças aumentaram e um grupo não se conformou e deu no que deu’’.
O governador do Estado, Maguito Vilela foi avisado da existência do túnel, do plano de fuga e das mortes por Araújo, às 8 horas. O governador acredita na versão de que a divergência por causa do túnel seria a razão das mortes. ‘‘Esta deve ser a causa das disputas entre eles’’, afirmou.

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