Morte evidencia urgência contra pombos
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segunda-feira, 01 de junho de 2009
Carolina Avansini<BR> Reportagem Local 
Londrina - O secretário municipal do ambiente, Carlos Eduardo Levy, avaliou que a morte do serralheiro Márcio Kovaleski por criptococose, que pode ser transmitida pelas fezes de pombos, evidencia a urgência na solução do problema da superpopulação de pombos em Londrina. Segundo ele, medidas como a limpeza das fezes, a poda de árvores e testes com repelentes são algumas das ações que já estão sendo feitas e serão intensificadas em locais críticos, como o Bosque, a Praça da Bandeira, o Cemitério São Pedro e algumas escolas e postos de saúde.
Ele lembrou que essas medidas são paliativas e que a solução depende do combate à proliferação dos animais na origem, o que inclui a menor disponibilidade de doenças e a retomada do equilíbrio ambiental através da diversidade de espécies. O secretário disse também que a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) está monitorando o percurso da espécie conhecida como amargosinha para estabelecer o melhor local para abate dos animais. Já a Columba livia, conhecida como pomba da paz, será controlada através da construção de pombais.
A secretaria municipal de Saúde não deve tomar providências específicas com relação ao diagnóstico de dois casos de criptococose em Londrina. De acordo com o secretário Agajan Der Bressonian, o fungo causador da doença pode alojar-se em fezes de pombos e outras aves, além de locais úmidos. É difícil dizer qual o foco de contaminação, afirmou.
O anúncio da morte por criptococose assustou as pessoas que passam por locais onde a concentração de excrementos é crônica. A aposentada Maria Odila Rocha do Amaral passa pelo Bosque duas vezes por dia e costuma carregar um lenço no bolso para tapar o nariz durante a travessia. O cheiro é muito forte, reclamou ela, cujo marido deixou de fazer caminhadas no local por medo de contrair doença.
Na Praça da Bandeira, a atendente de biblioteca Lucineia Silva atravessava a área pública quase correndo, com o nariz tapado, para evitar maior contato com as fezes. Só passo por aqui quando estou com muita pressa, disse.
A superintendência da Santa Casa informou ontem que o estado de saúde do homem de 30 anos, que está internado desde 19 de março com criptococose no Mater Dei está estável. O tratamento é feito com antifúngicos. Pacientes com problemas no sistema imunológico estão mais sujeitas às consequências de infecções como a criptococose. (Colaborou Fernando Rocha Faro)


