A morte do pai, em maio de 1997, em Flor da Serra do Sul, sudoeste do Paraná, de complicações pulmonares em decorrência de asma, mudou a vida do então estudante de Administração, Elzo Ferreira. Inconformado, passou a se dedicar a encontrar a cura para a asma. A ansiedade fazia-o pensar dia e noite nisso. E foi em sonho que viu sair líquido de um xaxim (planta com a qual convivia desde pequeno, porque o pai cortava e comercializava). Voltou os olhos para essa planta e agora está prestes a lançar um fitoterápico.
Para isso contou com a ajuda de professores, sobretudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR). ''Ele chegou com uma proposta de estudo e orientamos para os pesquisadores'', disse a professora Marilis Dallami Miguel, do curso de Farmácia.
Com o envolvimento no projeto, fez novo vestibular e se formou em Farmácia e Bioquímica. A pesquisa ganhou também um viés ecológico, com a integração do Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, do Setor de Ciências Agrárias, da UFPR, que passou a produzir as mudas de xaxim num processo de micropropagação em laboratório e germinação dos esporos. Em risco de extinção, o corte do xaxim nativo é proibido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). ''Tocamos o projeto ambiental e o científico'', disse Ferreira.
No laboratório foi possível obter o extrato bruto da folha do xaxim e aprofundar o estudo para a produção do medicamento que vem sendo chamado de Asmazol. (Agência Estado)

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