Morte de prefeito de Arapuã continua insolúvel
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sexta-feira, 16 de abril de 1999
Maurício Borges 
Dois anos depois continua sem solução o atentado que matou o prefeito de Arapuã, Hélio Mathias. No dia 17 de abril de 1997, às 13h30, em frente à uma concessionária de automóveis, em Arapongas (32 km a oeste de Londrina), Mathias foi morto com três tiros à queima-roupa. Ele era o primeiro prefeito eleito de Arapuã.
Mathias foi executado por três homens armados. As investigações concluíram que se tratavam de pistoleiros que, há várias semanas estava sondando o prefeito. Em janeiro deste ano, foram presos os pernambucanos André Alves da Silva, 32 anos, e Davi José de Assis, 26 anos. Ambos estavam envolvidos em outros crimes na capital paulista e acabaram sendo identificados como participantes no assassinato do prefeito de Arapuã.
Os dois permaneceram presos na cadeia de Arapongas até ontem, quando, por determinação do Tribunal de Justiça do Paraná, foram transferidos para uma prisão, em Curitiba.
Ainda em janeiro, o procurador de Justiça, Munir Gasal, chegou a pedir a prisão preventiva do vice-prefeito na época do crime e atual prefeito de Arapuã, José Pereira da Silva, o Zé Tarugueiro (PFL), diante das evidências de que ele estaria envolvido como mandante da morte de Mathias. Porém, os elementos e argumentos apresentados não foram acatados no Tribunal de Justiça do Estado.
Um irmão e dois primos de Tarugueiro, além de um funcionário da Prefeitura de Arapuã, também tiveram sua prisão preventiva decretada pela justiça de Arapongas, mas depois de 90 dias foram postos em liberdade, mediante habeas corpus julgado no TJ.
Ao completar o segundo ano da morte de Hélio Mathias, a viúva Helena Mathias e os filhos Deodato e Emir, distribuíram nota ontem à imprensa, manifestando seu inconformismo com a impunidade.
Indiferente às acusações veladas que lhe são feitas, o prefeito José Pereiira da Silva, continua negando de forma veemente qualquer envolvimento com a morte de Mathias. Tarugueiro diz que aguarda o pronunciamento da justiça.


