Morte de peixes foi por falta de oxigênio
A falta de oxigênio na água causou a morte dos milhares de peixes no lago do Parque Barigui, há quinze dias. A confirmação está no laudo técnico feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), entregue ontem à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A secretaria preferiu não divulgar o resultado completo do laudo, mas a causa mais provável da falta de oxigênio, segundo ambientalistas, foi o excesso de matéria orgânica na água.
A assessoria da prefeitura informou que vai analisar o conteúdo do laudo feito pelo IAP e que, apenas hoje, deve ter uma interpretação dos exames. Em menos de uma semana, quase 7 toneladas de peixes mortos foram retirados da água. Exames preliminares não revelaram a presença de resíduos tóxicos no lago, mas ONGs ambientais não descartam essa possibilidade.
O biólogo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Tiaraju Fialho, disse que a quantidade de efluentes industriais jogados no Rio Barigui é grande. O excesso desses efluentes, explica, ocasiona a proliferação de nutrientes que roubam o oxigênio da água e faz com os peixes morram.
Para Fialho, a mortandade dos peixes deve abrir precedente para a prefeitura começar a fiscalizar os rejeitos jogados no Rio Barigui. A prefeitura informou que existem 236 indústrias que geram efluentes e os despejam no Rio Barigui, que desemboca no lago do parque. Nos últimos dois meses, a prefeitura já notificou dez delas, mas informou que todas estão regularizadas atualmente. (K.M.)





