Morte de idoso no Centro revolta londrinenses
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quarta-feira, 06 de setembro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Um homem de 73 anos morreu ontem, cerca de 1,5 hora depois de sofrer um infarto no Centro de Londrina, na esquina da Avenida Rio de Janeiro com Alameda Manoel Ribas. No momento em que Diógenes de Macedo passou mal, havia uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) há poucos metros, mas ao serem chamados, os funcionários disseram não poder fazer o atendimento, e que outra ambulância teria que ser chamada pelo 192. A resposta revoltou as pessoas que tentavam socorrer o idoso.
''Tive que fazer três ligações para conseguir que mandassem a ambulância. Sugeri que o atendimento fosse feito pela ambulância que estava aqui do lado, mas a atendente disse não saber qual ambulância estava na região'', contou a bancária Cassilaine Gonçalves Moreira.
Para a vendedora Josemeire Martins, os minutos perdidos em busca de socorro foram preciosos para Macedo. ''Acho que ele só não morreu antes da ambulância chegar porque na hora passou uma moça, que acho que é atendente de enfermagem, e prestou os primeiros socorros, como massagem e respiração boca-a-boca. Achei um absurdo, acho que foi omissão de socorro.''
O idoso morreu pouco antes das 17h30, na Santa Casa. Segundo a gerente do Samu, Rosângela Libanori, a ambulância que se encontrava na Alameda Manoel Ribas era um ''veículo de transporte'', sem profissionais e equipamentos necessários para o atendimento. ''O motorista requisitou uma ambulância via rádio, no mesmo momento que nos chegou o pedido por telefone.''
A médica explicou ainda que foi enviada ao local uma ambulância de atendimento básico, já que a ambulância de atendimento avançado - que conta com médico e aparelhos como desfibrilador - estava sendo usada para o transporte de um bebê prematuro. Por isso, a equipe que foi até o local requisitou apoio de uma ambulância do Siate.
Embora a médica tenha afirmado que o atendimento durante a tarde de ontem foi tranquilo para uma véspera de feriado, a reportagem da Folha esperou 15 minutos (das 17h45 às 18 horas) na linha e não foi atendida. A entrevista só foi obtida depois que outro número de telefone foi utilizado. Rosângela disse não saber o motivo de tanto tempo de espera.


