Brasília, DF - A morte dos três fiscais e do motorista do Ministério do Trabalho em Unaí, em 28 de janeiro deste ano, custou R$ 50 mil e foi planejada uma semana antes de o crime acontecer. O principal alvo dos matadores seria Nelson José da Silva, considerado pelos fazendeiros da região como o mais rígido de todos os fiscais, cuja morte estava encomendada por R$ 25 mil. Como no dia do crime haviam outros funcionários, o valor foi dobrado pelos mandantes, que a Polícia Federal espera identificar nos próximos dias. Até agora, sete pessoas foram presas acusadas pela execução. A principal pista da PF para encontrar os matadores foi um relógio dourado e o rastreamento de 187 mil registros telefônicos ocorridos dias antes e depois do crime. ''Fizemos uma seleção de dois mil usuários que se falaram entre si neste período, chegando depois a um pequeno número de suspeitos'', disse o delegado federal Antônio Celso dos Santos, responsável pelo investigação. A localização da quadrilha ocorreu há um mês, quando a PF começou a monitorá-los em Formosa (GO), onde a maior parte foi presa no domingo.

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