Curitiba - A Polícia Civil divulgou ontem à imprensa a conclusão do inquérito do assassinato da estudante universitária Louise Sayuri Maeda, de 22 anos, morta em Curitiba na noite de 31 de maio. Segundo o delegado Marcelo Lemos, da Delegacia de Vigilância e Capturas (DVC), os policiais concluíram na investigação (cujo resultado foi encaminhado à Justiça na semana passada) que a jovem foi morta por vingança. O crime foi planejado por uma funcionária de 21 anos da iogurteria onde Louise trabalhava como supervisora.
De acordo com a polícia, na noite do crime Louise e a funcionária pegaram carona com um rapaz e uma moça, ambos de 20 anos, e foram na direção do bairro Campo do Santana, a pretexto de buscarem um amigo para irem a um bar. Perto de uma ponte, a funcionária fingiu passar mal, deixou o carro e foi seguida por Louise e o rapaz. Este teria atirado na cabeça da estudante com um revólver 38. Com Louise no chão, a funcionária efetuou outro disparo. A arma não foi localizada. O corpo de Louise foi encontrado duas semanas depois do crime.
O rapaz e as duas moças, que estavam presos temporariamente, tiveram prisão preventiva decretada na semana passada. ''Os três responderão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver'', afirmou Lemos. Segundo o delegado, a funcionária planejou o assassinato de Louise por dois motivos: a estudante havia descoberto que ela vinha desviando dinheiro do caixa da iogurteria e devido a uma desavença ocorrida semanas antes do crime.
''A funcionária não vinha desempenhando suas funções a contento. Chegou a pegar R$ 360 da loja, sem autorização, para fazer um pagamento. Depois, reembolsou o valor. A Louise sugeriu a demissão dela para os seus superiores, o que não foi aceito'', explicou Lemos.
Apesar de não ter efetuado os disparos e ter permanecido no carro quando Louise foi morta e jogada no rio, a outra moça também foi indiciada porque foi conivente com o crime. ''Quando entrou no carro do rapaz, ela foi avisada de que a funcionária pretendia resolver uma 'bronca' com a Louise. Portanto, assumiu a responsabilidade por algo que poderia acontecer'', justificou o delegado.
Lemos afirmou ainda que os suspeitos pretendiam matar outra funcionária da loja, muito amiga de Louise, e só não o fizeram porque ela não saiu com o grupo naquela noite.

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