A morte do estudante Matheus Evangelista, 18 anos, completou um ano nesta segunda-feira (11). Ele foi baleado durante uma abordagem da Guarda Municipal no jardim Porto Seguro, zona norte de Londrina. Três guardas municipais, identificados como Michael de Souza Garcia, Fernando Neves e João Victor Goés Arruda, alegaram terem sido chamados por moradores do bairro para atender uma ocorrência de perturbação de sossego da festa que a vítima participava com alguns amigos. Enquanto os jovens eram abordados, Evangelista foi atingido.

Imagem ilustrativa da imagem Morte de estudante durante abordagem da GM completa um ano
| Foto: Reprodução/Facebook


Os GMs levaram o rapaz para o Hospital da Zona Norte, mas, por causa dos graves ferimentos, ele precisou ser levado para o HU, onde faleceu perto de 12h. Com o início das investigações, a Delegacia de Homicídios prendeu Garcia e Neves. O primeiro foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça no final de 2018 e hoje é monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele foi reintegrado à Secretaria de Defesa Social, onde cumpre apenas trabalhos administrativos. Além disso, ele está proibido de manter contato com testemunhas. A Polícia Civil concluiu que o tiro que matou o jovem saiu da arma de Fernando Neves.

O segundo guarda permanece preso preventivamente na PEL 1 (Penitenciária Estadual de Londrina). Por diversas vezes, a defesa tentou tranferi-lo para destacamentos da Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros, mas os pedidos foram indeferidos pela Justiça. João Arruda, que conduzia a viatura no dia do crime, foi acusado apenas de fraude processual e entrou em acordo com a Justiça para suspensão da ação criminal.

"Se formos considerar os homicídios envolvendo agentes de segurança pública, o processo está andando bem rápido. Quando todos estão empenhados, tudo é mais ágil. Mesmo após um ano, a família está extremamente abalada. Algumas pessoas continuam com enorme receio, mas estão tocando por amor ao Matheus e a Deus", apontou o advogado Mário Barbosa, que defende os familiares do estudante. A juíza Elisabeth Kather já decidiu que Neves e Garcia vão a júri popular, mas a data ainda não foi marcada. A reportagem tenta contato com as defesas dos réus.

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