Maceio, 16 (AE) - Dois representantes do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça, estiveram hoje em Maceió para colher informações detalhadas sobre a morte do eletricista José Joaquim de Araújo, de 45 anos. Ele foi assassinado com 20 tiros de pistola PT-380, dia 28 de julho, após ser torturado no 1º Distrito Policial, na capital alagoana.
O promotor aposentado Percílio de Souza Lima Neto e o jornalista Clóvis de Souza, membros do conselho, estiveram com autoridades de Segurança Pública do Estado, com o produrador-geral de Justiça e com o presidente do Tribunal de Justiça. Na saída, disseram acreditar na elucidação do crime. "As autoridades da Segurança Pública reconheceram a dificuldade por que passa a Polícia Civil, mas prometeram a depuração do quadro de policiais para que a instituição resgate sua credibilidade junto à população", comentou Lima Neto. Para ele, a participação de policiais no assassinato de Araújo foi uma "atitude cínica e covarde" .
Os representantes do conselho disseram que vão entregar um relatório ao novo ministro da Justiça com sugestões para a área de Segurança Pública de Alagoas. "Confiamos no trabalho do Ministério Público que acompanha este caso, mas vamos propor sugestões ao governo do Estado para que fatos dessa natureza não voltem a acontecer", disse Lima Neto.

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