Morte de camelô por PM é fato isolado
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
César Rosati e Giba Bergamim Jr.<br>Folhapress 
São Paulo - O prefeito Fernando Haddad (PT) disse nesta sexta-feira que a morte do camelô Carlos Augusto Muniz Braga, de 30 anos, durante blitz na Lapa (zona oeste de São Paulo) é "um caso isolado" dentro da Operação Delegada. Também chamada de "bico oficial", a operação prevê que PMs de folga recebam bônus da prefeitura para atuar no combate ao comércio ilegal e no policiamento no entorno de escolas na periferia.
O vendedor ambulante foi morto com um tiro na cabeça, disparado por um PM durante uma blitz da operação na tarde de quinta na Lapa (zona oeste de São Paulo). Imagens gravadas por pessoas que testemunharam a ação mostram o momento em que o soldado Henrique Dias de Araújo dispara sua pistola .40 com a mão direita, depois que Braga tenta arrancar um spray de pimenta que estava na mão esquerda do PM.
Araújo disse que o disparo foi acidental. O policial, que responde por outro homicídio em serviço em abril, seguia detido nesta sexta no Presídio Militar Romão Gomes. Haddad afirmou que não deve mudar o esquema de combate ao comércio ilegal e que aguardará investigações. "Há um processo permanente de aperfeiçoamento [da operação]. É um caso isolado, mas que tem que ser analisado em profundidade para saber se houve um comportamento indevido por parte do policial ou se é uma atitude mais generalizada", disse. A PM já informou que vai rever os procedimentos dos policiais da operação para "minimizar riscos para policiais militares e cidadãos". O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que o caso será investigado com "empenho". "Nossa total solidariedade à família da vítima. A Corregedoria da PM já está investigando", afirmou.


