Votorantim, SP, 01 (AE) - Moradores de Votorantim, a 100 quilômetros de São Paulo, estão revoltados com o sacrifício diário de cerca de 15 cães de rua, apreendidos pelo Centro de Zoonoses. Segundo a dona de casa Rosimeire Lopes Funchal, até animais com cria são mortos. "Essa matança é absurda e deveria merecer mais atenção das entidades de proteção aos animais."
Rosimeire soube das mortes ao levar ao Centro de Zoonoses uma cadela de rua com cinco filhos, que apareceu no condomínio onde mora. Foi informada de que, se ninguém adotasse a "família" em cinco dias, ela seria sacrificada. Rosimeire levou os animais de volta.Outros moradores reclamam da forma como os cães são mortos. Segundo o motorista Pedro Sales, não é raro ver cães sendo queimados perto do cemitério municipal.
A diretoria do Departamento de Saúde Coletiva da prefeitura, Iramaia Aparecida Colaiacovo, disse que uma das funções do Centro de Zoonoses é apreender animais vadios para evitar a proliferação de doenças. "Nossa preocupação maior é com a saúde das pessoas." Segundo ela, os animais apreendidos ficam uma semana à disposição dos donos ou de interessados em criá-los. Depois, são sacrificados, "mas sem crueldade."
De acordo com Iramaia, o sacrifício é permitido por lei municipal. "É triste fazer isso, mas não há outro meio." Ela negou que os cães sejam queimados.

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