Morte de Amanda desafia Polícia
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina- Um mistério e um grande desafio. É assim que a Polícia Civil de Londrina encara o assassinato da estudante universitária Amanda Rossi, 22 anos, encontrada morta em 29 de outubro dentro do campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul de Londrina). Decorridos quase um mês desde a data do crime, a Polícia já trabalha com a certeza de que terá de pedir prorrogação do prazo para conclusão do inquérito.
O caso tem prioridade absoluta na Divisão de Homicídios da 10 Subdivisão Policial. Todos os dias, são tomados depoimentos de pessoas que tinham relação com a vítima, convocadas novamente testemunhas que já tinham sido ouvidas, feitas diligências e reanalisadas as informações juntadas. Ontem, por exemplo, foi ouvida a professora e técnica da equipe de futsal feminino da Unopar, Vanda Sanches. Mas, até agora, nem mesmo o sigilo absoluto com que o crime é investigado se mostrou eficiente para auxiliar a Polícia a levantar indícios capazes de sustentar um indiciamento contra um eventual suspeito, coisa, aliás, que ainda não se tem.
O delegado-operacional que preside o inquérito, Joaquim de Melo, confessa que o inquérito é um dos mais complicados que já presidiu na carreira. No entanto, ele lembra que ''nenhum crime é perfeito'' e que o culpado, ou culpados, serão encontrados, identificados e punidos. ''É um dos casos de maior complexidade que já investiguei, mas já resolvi crimes tão ou mais complexos que este'', argumenta.
A complexidade do crime reside em algumas particularidades: não chegaram denúncias consistentes; o autor não usou arma, mas as próprias mãos para esganar e matar a estudante; no dia dos fatos havia aglomeração de pessoas no campus que não eram alunos da universidade; a vítima tinha comportamento pacato e não teria sido ameaçada antes do crime. A expectativa do delegado é que as análises que estão sendo realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) do Paraná cheguem a resultados que iluminem o caminho de volta da Polícia até a noite de 27 de outubro, quando Amanda foi morta dentro da casa de máquinas de uma piscina do campus. Os laudos são aguardados para o início da próxima semana.


