Londrina- Passados quatro dias do crime que chocou os londrinenses, a Polícia Civil aumentou o sigilo nas investigações sobre o assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, encontrada morta na última segunda-feira dentro do campus da Unopar, no Jardim Piza (Zona Sul de Londrina). Ontem, nenhuma autoridade policial deu declarações à imprensa. Enquanto isso, crescem as especulações e as perguntas sem respostas.
O pai da estudante, Luis Carlos Rossi, esteve na tarde de ontem na delegacia acompanhando a filha mais nova, de 17 anos, que foi prestar depoimento. Ele elogiou o trabalho da Polícia Civil - ''o delegado está muito empenhado'' - mas avisou que não vai descansar enquanto não conseguir a resposta para a pergunta mais importante para a família: ''quem cometeu essa brutalidade com a minha filha? É com isso que estou intrigado.'' Assim como a Polícia Civil, o pai não descarta que ela tenha sido morta tanto por uma pessoa conhecida tanto por algum desconhecido que aproveitou o evento que acontecia no campus da Unopar na noite do crime para render e matar a estudante.
A irmã de Amanda conversou com a FOLHA e comentou que a irmã estaria ''ficando'' com um rapaz. ''Ela só falou que ele era meio esquisito'', completou. Na noite de sábado, quando foi morta, Amanda teria combinado de dormir na casa de uma colega de turma do terceiro período de Educação Fisíca. ''Ela ia direto da da Unopar para a casa da amiga'', continuou a adolescente, lembrando que foi esta amiga que teria dado a notícia do desaparecimento para os país e para o ex-namorado de Amanda.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que ontem não deu mais nenhuma informação sobre o andamento das investigações. Até agora, foi divulgado apenas que Amanda foi agredida no rosto e, em seguida, foi estrangulada dentro da casa de máquinas de uma piscina da universidade na noite de sábado para domingo passado. Na noite do crime, o campus era palco de um festival de hip hop com a presença de cerca de 300 pessoas.
Segundo os primeiros depoimentos, Amanda teria recebido uma ligação no celular, teria dito que iria encontrar com uma pessoa e não foi mais vista com vida. Ao contrário do que a família afirmou, ontem a assessoria da Unopar reiterou que familiares de Amanda fizeram buscas no campus junto com seguranças na manhã de domingo, mas nenhuma pista foi encontrada.

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