Roma, 20 (AE-AP) - Dois jovens armados emboscaram e mataram a tiros hoje (20) o conselheiro do ministro italiano do Trabalho Antonio Bassolino, Massimo DAntona. Ele foi baleado em frente à sua casa, em Roma, quando se preparava para ir ao trabalho, e morreu a caminho do hospital.
Segundo a ministra do Interior Rosa Russo Jervolino, DAntona foi atingido por dois tiros e os assassinos provavelmente usaram silenciadores, já que as testemunhas não ouviram os disparos. Os jovens estavam vestidos de calça e jaqueta jeans e montaram guarda em uma van roubada estacionada na vizinhança. Dois revólveres calibre 38 foram encontrados na cena do crime.
De acordo com Jervolino, o assassinato de DAntona, classificado por ela de "frio e profissional", teve todas as características das execuções praticadas pelas guerrilhas italianas nos anos 70 e 80.
Vários grupos terroristas - do pouco conhecido Falange Armada ao temido Brigadas Vermelhas - telefonaram e enviaram cartas a empresas de comunicação assumindo a responsabilidade pelo atentado contra DAntona, que era reconhecido como um dos maiores especialistas em direito trabalhista da Itália.
Em discurso no Parlamento, que realizou sessão especial cerca de três horas após o crime, o deputado comunista Tullio Grimaldi disse que o crime era "claramente trabalho de profissionais". Beppe Pisanu, da opositora Forza Italia, acrescentou: "Foi um ato terrorista".
Caso os investigadores concluam que o assassinato de DAntona teve motivações políticas, este será o primeiro crime do tipo desde o final da década de 80.
A ministra disse que ainda é cedo para a polícia afirmar o motivo do crime. Mas vários outros parlamentares manifestaram temor de que DAntona tenha sido morto devido a seu papel no governo de DAlema e em regimes passados.
DAntona foi assessor de vários governos italianos. Antes de integrar a equipe de DAlema, foi subsecretário do então primeiro-ministro Lamberto Dini, entre 1995 e 1996.

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