Mortalidade infantil tem redução de 21%
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quinta-feira, 06 de julho de 2000
Chico Araújo Agência Estado De Brasília 
A taxa de mortalidade infantil teve redução de 21% no ano passado, em relação a 1998, nos municípios carentes onde a Pastoral da Criança atua. O anúncio foi feito ontem pela coordenadora da entidade, Zilda Arns. Os municípios com melhor desempenho registraram 12 mortes por grupo de mil crianças nascidas vivas. Nos demais, o número máximo foi de 18 casos por mil. Em 98, a variação foi de 15 a 23 mortes por mil crianças. Zilda atribui esse resultado ao trabalho dos 145 mil voluntários da entidade em 3.200 municípios.
Em 1999 a Pastoral registrou 250 mil mortes de crianças
com menos de um ano de idade. Desnutrição, infecções intestinais e respiratórias e afecções perinatais são as principais causas das mortes, disse Zilda Arns, ontem, na cerimônia em que a secretária de Estado de Assistência Social, Wanda Engel, assinou termo de cooperação técnica com os Estados, no valor de R$ 420 mil, para atendimento a crianças carentes com até seis anos.
O objetivo é combater a desnutrição e a mortalidade infantil em treze Estados brasileiros - Alagoas, Amapá, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Tocantins, Ceará, Pará e Mato Grosso. Segundo Wanda, o trabalho terá a participação direta da Pastoral da Criança, entidade que assiste mensalmente 1.568.673 crianças menores de 6 anos.
As ações previstas no termo de cooperação técnica fazem parte do projeto Roda Moinho, lançado experimentalmente no ano passado em oito municípios de Alagoas, beneficiando 700 crianças. Wanda Engel disse que o projeto visa melhorar as condições de vida de crianças na faixa de 0 a 6 anos e de suas família. Ele vai integrar ações nas áreas de saúde, educação e assistência social.
Além de combater a mortalidade e a desnutrição, o projeto Roda Moinho buscará o desenvolvimento infantil e a promoção social das famílias. Ou seja, além de atender as crianças, o projeto vai gerar renda para as famílias, destaca Wanda Engel. Ela informou que o governo está empenhado no desafio de erradicar a pobreza e reduzir a mortalidade infantil a cada ano. Para isso, segundo ela, o governo está fazendo aliança com a Pastoral da Criança, que tem vasta experiência nesta área.
Estão previstas implantação de brinquedotecas, acompanhamento da saúde da criança (com exames e controle de doenças respiratórias e da diarréia), além da orientação das mães sobre a utilização da alimentação alternativa por meio do aproveitamento de produtos de grande valor nutricional e de baixo custo nas comunidades.
Para Zilda Arns, da Pastoral da Criança, a redução da mortalidade é um grande desafio para o governo e toda a sociedade. Ela elogiou a decisão do governo de expandir o projeto Roda Moinho. Vamos colocar a experiência da Pastoral nesse projeto, anunciou.


