São Pau­lo- A mor­ta­li­da­de in­fan­til no Bra­sil ­caiu pa­ra me­nos da me­ta­de en­tre 1990 e 2007, se­gun­do es­ta­tís­ti­cas di­vul­ga­das on­tem pe­la Or­ga­ni­za­ção Mun­dial de Saú­de (OMS). As mor­tes en­tre crian­ças de até um ano de ida­de di­mi­nuí­ram de 49 pa­ra 20 por mil nas­ci­dos vi­vos, en­quan­to as mor­tes de crian­ças até cin­co ­anos de ida­de re­cua­ram de 58 pa­ra 22 por mil nas­ci­dos vi­vos. As in­for­ma­ções são da Agên­cia Bra­sil.
  Os da­dos, cons­tan­tes no re­la­tó­rio Es­ta­tís­ti­cas Sa­ni­tá­rias Mun­diais de 2009, con­fir­mam ten­dên­cia já in­di­ca­da pe­la Or­ga­ni­za­ção das Na­ções Uni­das no co­me­ço des­te ano. E co­lo­cam o Bra­sil em con­di­ção bem su­pe­rior à me­dia mun­dial. Em ter­mos glo­bais, a ta­xa de mor­ta­li­da­de en­tre me­no­res de um ano pas­sou de 63 (1990) pa­ra 46 (2007) en­tre ca­da mil nas­ci­dos vi­vos. En­tre me­no­res de cin­co ­anos, o nú­me­ro de mor­tes fi­cou em 67 por mil nas­ci­dos vi­vos, con­tra 91 em 1990.
  O es­tu­do da OMS apre­sen­ta da­dos dos 193 paí­ses mem­bros da or­ga­ni­za­ção e ­traz um re­su­mo dos pro­gres­sos pa­ra o al­can­ce das Me­tas de De­sen­vol­vi­men­to do Mi­lê­nio re­la­cio­na­das à saú­de. O quar­to ob­je­ti­vo de de­sen­vol­vi­men­to do mi­lê­nio é re­du­zir em ­dois ter­ços, en­tre 1990 e 2015, a ta­xa de mor­ta­li­da­de de me­no­res de cin­co ­anos.
  De acor­do com a OMS, os avan­ços são re­sul­ta­do, prin­ci­pal­men­te, da am­plia­ção da imu­ni­za­ção, do uso de te­ra­pias de rei­dra­ta­ção ­oral du­ran­te diar­reias, do uso de mos­qui­tei­ros e in­se­ti­ci­das e da me­lho­ria nas con­di­ções de sa­nea­men­to, en­tre ou­tros fa­to­res. O re­la­tó­rio fri­sa que a re­du­ção da mor­ta­li­da­de in­fan­til de­pen­de, ca­da vez ­mais, da lu­ta con­tra a mor­ta­li­da­de neo­na­tal e aler­ta que os me­no­res pro­gres­sos vêm sen­do re­gis­tra­dos em paí­ses po­bres, afe­ta­dos por con­fli­tos ou com al­tos ní­veis de con­ta­mi­na­ção por HIV/­Aids.

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