Morta recebeu precatórios pelas mãos dos advogados
Curitiba - Um dos casos que ficou comprovado foi o da ex-servidora Natividad Olmed Turek, morta em 1981. O escritório conseguiu receber o precatório que ela tinha direito. Os familiares nem sabiam que o valor havia sido liberado.
Como a família de Natividad, foram ouvidas no inquérito outras 28 famílias de servidores mortos. A terceira modalidade de crime praticado pela quadrilha era a falsificação de documentos para obtenção dos valores devidos pelo Estado.
O crime só foi descoberto quando os juízes da 4 Vara da Fazenda Pública desconfiaram que os mesmos advogados iam pessoalmente retirar o dinheiro que deveria ser recebido pelos servidores. Algumas vítimas começaram a reclamar que não tinham recebido os valores pagos aos advogados.
Os juízes baixaram então um ato administrativo estabelecendo que apenas os beneficiados, pessoalmente, poderiam buscar os valores recebidos judicialmente. As testemunhas chamadas para serem ouvidas começaram a ser ameaçadas. Gravações comprovam as ameaças e estão anexadas ao processo.
A Polícia Federal (PF) já foi acionada para ajudar a localizar os foragidos. Todos os envolvidos no suposto esquema criminoso estão sendo indiciados em inquérito por coação no curso do processo, fraude processual, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
Além do escritório de Pereira, foi montada uma empresa chamada Citiserv e que era usada segundo Sirino como laranja montada para lavagem de dinheiro. O esquema já estava sendo realizado pela suposta quadrilha há seis meses.
Além dos mandados de prisão, o Nurce cumpriu ontem mandados de apreensão nos escritórios da suposta quadrilha no Centro e no Bom Retiro, em Curitiba. Entre os materiais apreendidos, telefones celulares.(L.P.)





