Belém, 25 (AE) - A professora Rosilda Conceição da Silva
de 33 anos, que lecionava no Assentamento 17 de Abril, em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, foi encontrada morta ontem (24). O corpo de Rosilda estava num matagal, apresentava sinais de violência e golpes de faca. Ela era uma das sobreviventes do massacre de Eldorado dos Carajás, no qual 19 sem-terra foram mortos por policiais militares em 1996.
Rosilda dava aulas para 120 alunos da 3ª série, era assentada na fazenda e uma das mais antigas militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na região. O MST suspeita de crime de encomenda. O Instituto Médico Legal de Marabá deve divulgar na sexta-feira o laudo sobre o corpo. Rosilda tinha duas filhas de 10 e 3 anos e foi sepultada na madrugada de hoje.
De acordo com a líder do MST Deusa Sales, "a polícia não tem pistas sobre o crime e não sabe quem foi o autor." Deusa contou que Rosilda era uma mulher que ajudava bastante o MST no processo de "conscientização dos trabalhadores para reivindicar seus direitos". A morte da professora, deixou as 850 famílias do local "muito abaladas", segundo Deusa.

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